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Turismo

Selo+Turismo é incentivo e estímulo à Serra Catarinense

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Vista de um dos mirantes mais famosos da Serra, o Morro das Torres, em Urupema - Foto: Suzani Rovaris

As belezas da Serra Catarinense são inegavelmente ímpares. Os fenômenos da natureza, durante o inverno, transformam o cenário da região num verdadeiro espetáculo, fomentando o turismo da região.

Mas são inúmeros os potenciais para o setor turístico. Mesmo assim, entidades e prefeituras reconhecem que ainda há dificuldades para manter as visitações durante as quatro estações do ano e, também, um padrão de qualidade, onde todos os turistas se sintam bem e tenham acesso a infraestrutura, alimentação e hospedagem adequadas.

Na região serrana, até agora, sete municípios receberam o Selo+Turismo e outros estão pleiteando. Ele identifica e qualifica ações priorizadas, indutoras do desenvolvimento do turismo nacional, estruturando destinos e fortalecendo produtos e equipamentos turísticos, sendo gerador de mais empregos, mais renda e mais inclusão social, de forma sustentável.

O Programa Prodetur, que confere o selo, possui como diferencial o apoio aos entes públicos e ao setor privado do turismo. Possibilita o acesso a recursos provenientes de financiamentos nacionais e internacionais, cujos projetos estejam pautados por prévios processos de planejamento, que objetivem diagnosticar os fatores relacionados à competitividade das áreas turísticas no mercado nacional e internacional e ao impacto econômico e social para a população local.

Entre secretários e secretárias, as opiniões são unânimes de como melhorar e alavancar ainda mais o turismo. São necessários investimento aos acessos dos pontos turísticos, instalação de placas de sinalização, melhoria das praças e centros da cidades. Muitos municípios pretendem fazer investimentos com o auxílio desse crédito facilitado e do prazo maior que o selo da Prodetur garante.

O Correio Lageano entrou em contato com oito municípios que receberam, recentemente, o Selo+Turismo, para saber dos investimentos para 2019 e de que forma pretendem ampliar o setor em suas cidades. A seguir, você confere o que cada Secretaria de Turismo prepara para os anos seguintes. Somente os municípios de Ponte Alta e Rio Rufino não responderam à reportagem até o fechamento desta edição.

Bom Jardim da Serra

Entre as prioridades de Bom Jardim da Serra, está a de preparar o município para receber o visitante. “Agora somos turísticos, temos de nos tornar profissionais, embelezar a cidade, os acessos aos pontos. A gente poder fazer um museu, representando a nossa economia. O nosso portal precisa mostrar que estão entrando em Bom Jardim da Serra”, argumenta a secretária Maria Lúcia Vieira Machado.

Maria afirma que os acessos aos pontos turísticos são mantidos pelo município. Contudo, a maioria dos acessos privados, os proprietários não têm interesse em melhorar. “Porque eles não veem interesse de crescimento, então, quem sabe se nós pudéssemos investir nestes pontos, os proprietários tivessem interesse”.

Existe o projeto da plataforma, que ainda está na fase burocrática, e é uma obra privada. Ou seja, não será empregado dinheiro público. Por isso, a secretária também pediu ao setor de Infraestrutura para incentivar mais pessoas a trabalharem com turismo, pois o número de turistas deve aumentar significativamente.

Bom Retiro

Terceiro município a receber o selo, Bom Retiro tem uma série de projetos de infraestrutura para o próximo ano. A revitalização das praças é uma delas, que deve ter o investimento de R$ 4 milhões. De acordo com o secretário de Turismo, Rafael Kuhl Schweitzer, a dificuldade que o município enfrenta, hoje, é a conscientização de todos.

“Muitos ainda têm receio, acreditam que será uma dívida, mas se o município não investir, ficará parado”. Atualmente, a cidade serrana têm duas vinícolas e as belezas naturais da região. Há grande visitação, especialmente no Campo dos Padres, onde alguns proprietários estão liberando o acesso.

Segundo Schweitzer, grande parte das ações o município está conseguindo fazer parceria, dando suporte à infraestrutura. Por enquanto, a prefeitura segue finalizando a colocação de placas indicativas sobre turismo.

Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Bom Retiro – Foto: Gislaine Couto

Lages

Para o secretário Luís Carlos Pinheiro Filho, é importante Lages cumprir as metas estabelecidas pelo Prodetur, pois possibilita a cidade para poder receber investimentos e fazer empréstimos com taxas mais baixas do mercado.

As dificuldades que a região de Lages tem, atualmente, estão concentradas principalmente na infraestrutura, de acesso aos pontos turísticos. “Até nossos equipamentos turísticos, que estavam um pouco degradados, agora passam por reforma, como o Centro, a Rodoviária, o Mercado Público. [Isso é um] avanço no turismo”.

Os projetos para 2019 já são existentes, como a sinalização urbana para turismo, obras no Parque Natural e Caminho das Tropas. Há projetos em parceria com o Cisama e, também, com municípios vizinhos, onde a sinalização turística da rodovia está saindo na Coxilha Rica, por exemplo.

Além disso, os corredores de taipa, na Coxilha, estão em restauração. Com o apoio do Governo Federal, Pinheiro fala que, primeiro, o município vai tentar um aporte de dinheiro. Se isso não for possível, aí irá utilizar o Selo+Turismo para conseguir.

“[Temos] localidades rurais com construções históricas, onde podemos ter uma exploração turística muito grande, pela parte histórica da cidade mesmo. [Por isso], as revitalizações são fundamentais”. Pinheiro destaca também o papel do Conselho Municipal de Turismo para atrair novos eventos na cidade, podendo complementar o setor.

São Joaquim

Para a secretária de Turismo, Sara Dutra, o selo da Prodetur comprova que o município está trabalhando de acordo com o que o Ministério do Turismo orienta. Ela ressalta que fatores como os vinhos e o inverno fomentam a ida de turistas para a região, mas que não somente isso são atrativos em São Joaquim.

Com a instalação das vinícolas, a cidade obteve algo além do incremento da economia a partir da produção dos vinhos: o enoturismo. Projetos como a Rota dos Vinhos Finos de Altitude, a sinalização turística das vinícolas e melhorias na infraestrutura possibilitaram o município obter o Selo+Turismo.

“A gente entende que o inverno foi que nos consolida como destino turístico, mas é o enoturismo que tem nos auxiliado nessa questão de nos ajudar para fazer com que o fluxo turístico aconteça ao longo do ano todo”, comenta.

Para 2019, São Joaquim deve continuar trabalhando o enoturismo e também colocar em pauta questões como o queijo serrano, que está em trâmite de regulamentação. Entretanto, para a reportagem do CL, a secretária não elencou os projetos para o próximo ano, a partir da utilização do selo.

Urubici

Segundo a secretária da Indústria, Comércio e Turismo, Simone Vieira, há alguns projetos em vista para o próximo ano. Dentre eles, o da Rua Ricardo Kriger, onde haverá um espaço com cobertura na rua, para que possa realizar mais eventos, priorizando, principalmente, a natureza local.

Há também o Projeto Centro de Atendimento ao Turista, onde os viajantes terão uma casa de apoio no Bairro Esquina, que também funcionará como o Centro Administrativo do Turista, o qual utiliza, hoje, uma local alugado. Dentre outras melhorias também está prevista a sinalização turística, de distância e localização.

Simone comenta que o município tem bastante opções de hospedagens, bons restaurantes, atrativos naturais, mas grande parte dos atrativos são particulares. “Ainda necessitamos de opções de entretenimento ao turista. Principalmente algo que seja, também, para os dias de chuva”.

Entretanto, a secretária elenca como maior desafio, para janeiro e fevereiro, a formalização de hospedagem e o cadastramento no Cadastur – Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos. Algumas ações já foram realizadas, como a divisão das quatro praças públicas, para entidades representativas, na qual cada entidade adotou uma praça e estão terminando a decoração.

Cascata do Avencal, em Urubici – Foto: Gislaine Couto

Urupema

Urupema foi o primeiro município a receber o selo. O secretário Antenor Arruda destaca que ter um Conselho Municipal de Turismo ativo, mais o projeto para o edital do Ministério de Turismo, além dos meios de comunicação, comprovou o potencial turístico de Urupema.

A promessa, segundo ele, é de que se injete dinheiro, a partir de agora, na infraestrutura turística – que servirá aos moradores -, na mobilidade urbana e no saneamento básico. Além disso, a prefeitura enviou um projeto genérico, solicitando um aporte de R$ 6 milhões, que terá de ter aprovação da Câmara de Vereadores, para pesquisa e inovação da região.

Entre outras ações previstas, com recursos oriundos do ministérios, é manter o Morro das Torres com manutenção da estrada e pagando o aluguel ao proprietário do mirante, no valor de R$ 800,00.

Há também uma emenda parlamentar de R$ 300 mil, da deputada federal Carmen Zanotto, para toda a Serra Catarinense. Uma parte será utilizada para uma estrada cascalhada no local. Mas o secretário que é preciso mais ao município, como sinalização turística, capacitação profissional, guia turístico, entre outros.

Estão pleiteando o Selo+Turismo

Bocaina do Sul

O município de Bocaina do Sul, têm paisagens muito ricas, montanhas, cachoeiras, pousadas, o Mini Pantanal. “É uma beleza exótica da Serra, mas nós não estamos na rota [turística]”, comenta a secretária de Finanças, Regiane Goedert. Por isso, o município está incentivando a comunidade a criar pousadas, criar atrativos, para que o turista permaneça na região.

Segundo ela, o dinheiro do empréstimo, a partir do Selo+Turismo, será utilizado para a parte de infraestrutura e nas praças. Além disso, a prefeitura quer incentivar o turista a permanecer no município, pois, atualmente, eles precisam ir aos municípios vizinhos.

Palmeira

Segundo levantamento realizado pela Amures, Palmeira, hoje, conta com 22 pontos com potencial para turismo nas áreas de gastronomia, turismo religioso e turismo rural. São pousadas, fazendas e outras propriedades como pesque-pagues com capacidade para oferecer uma experiência completa e diferenciada aos visitantes. Na gastronomia destacamos a produção de carnes local, que tem se consolidado como referência no mercado de carnes de qualidade.

Nesse sentido, a prefeitura apoia, através do fomento e parceria, na realização de eventos como o 2º Festival de Carnes de qualidade da Serra Catarinense, que permite aos produtores da região, por exemplo, expor ao público a qualidade do que tem sido produzido no município. Sempre que possível, a secretária de Indústria, Comércio e Turismo, Franciele Cordova, conta que se busca a parceria de outras esferas do poder público. A realização do Festival de Carnes, por exemplo, foi possível através de recursos oriundos da Secretaria de Estado do Turismo.

Com a obtenção do selo da Prodetur, Palmeira iniciou um trabalho de levantamento para direcionar as ações. “Estamos buscando pleitear novos investimentos na área de infraestrutura, para melhorar os acessos às diversas localidades do interior”. Além disso, está em fase de criação o Conselho Municipal de Turismo, um dos requisitos para a conseguirmos o selo, a fim de buscarmos mais recursos e financiamento na área.

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