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Rugby permite reencontro de lageano com a sua terra

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Deivid começou jogando no Caveiros, equipe universitária do CAV, mas hoje defende o Desterro, de Florianópolis, equipe da Liga Profissional - Fotos: Núbia Garcia

A competição de rugby que aconteceu sábado (30), no Estádio Vidal Ramos Júnior, em Lages, teve um gostinho especial para um atleta. Jogador da modalidade há quase duas décadas, o forward (jogador de primeira linha) Deivid Ismael Rodrigues, 32 anos, defende o Desterro, de Florianópolis, há quatro anos. A partida em Lages marcou um reencontro com sua terra natal.

Com o Desterro, que integra a Liga Profissional (Primeira Divisão), Deivid foi campeão Catarinense nas últimas quatro temporadas e, em 2019, integrou o time que terminou o Brasileiro da modalidade em quarto lugar. Pelo seu desempenho, recentemente o lageano conquistou o Bolsa Atleta na categoria Sevens, incentivo financeiro que lhe permite continuar investindo na carreira de esportista.

Apesar de ser jogador profissional e disputar a Primeira Divisão, assim como muitos outros atletas da modalidade, Deivid não se dedica exclusivamente ao esporte. Ele divide seu tempo entre Lages, onde trabalha como autônomo, e Florianópolis, onde passa boa parte do ano, durante as temporadas de competições.

“Não tem como se manter financeiramente só com o rugby, são poucos que conseguem isso sem ter outra profissão paralela”, comenta ele, destacando que, com o Bolsa Atleta e o incentivo financeiro pago pelo Desterro, tem conseguido equilibrar o investimento para manter a carreira.

Nascido e criado na periferia de Lages, Deivid encontrou no rugby o instrumento para lutar contra a falta de perspectiva e a oportunidade para mudar seu futuro. Morador do Bairro Conta Dinheiro, ele conheceu o esporte quando ainda era menino acompanhando os treinos do Caveiros, time universitário do Centro Agro Veterinário da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/Udesc), em Lages.

Deivid e Roberto Ferretti, organizador da competição de rugby

Aos 15 anos, começou a competir pelo Caveiros e foram justamente as competições universitárias e a participação em competições em Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba que lhe abriram as portas para uma equipe profissional. “Desde quando comecei a treinar percebi o quanto gostava da ‘pegada’ do rugby. É um esporte muito estratégico, tem que ter muita técnica pra jogar.”

Veja a galeria de fotos da competição

Pedido inusitado

A partida entre Lages e São João Batista teve um acontecimento inusitado. Logo nos primeiros minutos de jogo, o oitavo Rodinei Pereira pareceu se chocar contra outro atleta e ficou caído no chão. A equipe de socorro prontamente entrou em campo para atender ao jogador, que parecia estar desacordado.

Também não demorou para que a namorada dele, a analista de produto Ana Karolina Ferreira se aproximasse do campo, preocupada com a situação. Porém, bastou ela chegar perto para que todos soubessem que Rodi não estava machucado e que tudo não passou de uma encenação, combinada entre os times e a equipe de socorro para que o jogador pedisse a namorada em casamento.

“Na hora eu fiquei muito preocupada e corri pro campo, daí me surpreendi com o pedido. Depois eu tava olhando o vídeo que fiz do momento da queda dele, e só então notei que dava pra ver que foi tudo armado mesmo”, conta Ana.

Rodinei combinou com os dois times e as equipes técnicas a simulação de um “acidente” em campo, para pedir a namorada Ana Karolina em casamento

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