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Obra da Praça João Ribeiro deve ser concluída até o final de junho

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Obras da Praça João Ribeiro devem ficar pronta em 50 dias  Foto: Marcela Ramos 

Iniciada no final de novembro de 2019, a revitalização da Praça João Ribeiro, em frente à Catedral Diocesana de Lages, deveria ser concluída em quatro meses, final de março.

Vários fatores impediram o cumprimento do prazo e, agora, a previsão é que os trabalhos se estendam por mais 50 dias. A obra integra o processo de revitalização do Centro da Cidade, que compreende outras praças e ruas. 

A nova praça terá aproximadamente 1.800 metros quadrados, onde serão construídas faixas elevadas em seu entorno para maior segurança dos pedestres e também dos motoristas. 

Terá iluminação em led, bancos, local de lazer e encontros de amigos e familiares. A obra é realizada pela empresa Terra Engenharia e faz parte da revitalização da área central da cidade com custo total de R$ 13 milhões.

A revitalização envolve obras no da Praça João Costa, já entregue, calçadão Túlio Fiúza de Carvalho e as ruas Nereu Ramos, parte da Correia Pinto e Coronel Córdova.

Monumento_ Em uma entrevista dada ao Correio Lageano no dia 6 de dezembro, o secretário de Obras, João Alberto, explicou que o monumento em homenagem ao ex-presidente Getúlio Vargas, será transferido para a lateral da praça, ou seja, olhando-se de frente para a Catedral, ficará ao lado esquerdo.

No mesmo mês, o prefeito Antonio Ceron afirmou que a vista à Catedral Diocesana Nossa Senhora dos Prazeres não será ofuscada.

Por esse motivo, o semáforo ao lado do Júlios Café será modificado para dar 100% de visão da Catedral a quem estiver na Rua Nereu Ramos. O semáforo será implantado de forma  vertical.

Do monumento original serão mantidos o busto e o painel que retrata trabalhadores do campo e da indústria. Já o arco ladrilhado que completava o monumento não será recuperado, mas substituído por uma estrutura descrita pelo prefeito como “mais moderna”.

As várias paralisações

No dia 12 de dezembro, após a demolição do Monumento a Getúlio Vargas ocorrida no dia 10,  tornou-se pública uma notificação extrajudicial da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), determinando a “paralisação imediata da obra”, até que a mesma seja regularizada.

A fundação entende que a praça não é tombada como patrimônio histórico, mas está cercada por imóveis tombados, o que exigiria uma autorização da entidade para a realização de qualquer obra. O documento ameaçava com a adoção de medidas judiciais, caso a obra fosse mantida. 

Em 13 de dezembro a Prefeitura de Lages contra notifica a Fundação Catarinense de Cultura. O documento foi enviado diretamente pelo gabinete do prefeito Antonio Ceron para a presidente da FCC, Ana Lúcia Coutinho.

Depois deste fato, segundo a Secretaria de Obras, a empresa Terra Engenharia fez um breve recesso no mês de janeiro. Os trabalhos foram retomados no dia 18 daquele mês. 

Em fevereiro, teve início as obras no Calçadão Túlio Fiúza. Segundo a Secretaria de Planejamento e Obras, o planejamento de execução foi realizado em etapas.

Por isso, diante da necessidade de acelerar os trabalhos no Túlio Fiúza para não prejudicar o Comércio, as equipes foram concentradas naquele local, em detrimento da Praça João Ribeiro.

As obras também foram paralisadas em função do decreto do Governo do Estado, que determinou o isolamento social para combater o coronavírus.

No dia 26 do mesmo mês o Governo liberou a retomada das obras públicas e desde então as serviços seguem normalmente. 

História da praça e do monumento 

Uma planta da cidade, com data de 1796, 30 anos após a fundação da póvoa de Lages, disponível no Museu Histórico Thiago de Castro, mostrava a Praça da Igreja, hoje Praça João Ribeiro.

O espaço remete à fundação de Lages, assim como a Praça João Costa. Em 1958, o local recebeu um monumento em homenagem ao ex-presidente Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954), que cometeu suicídio em 1954.  

Inaugurado em 26 de setembro de 1958, teve a presença do então vice-presidente da República João Goulart (PTB). O monumento foi idealizado pelo arquiteto João Argon Preto de Oliveira e o Correio Lageano acompanhou as tratativas para a colocação.

O jornalista Névio Fernandes lembra de estar na reunião, no gabinete do prefeito Vidal Ramos Júnior, quando decidiu-se o local. Os integrantes do PTB apoiaram a ideia, afinal, Getúlio era o símbolo do trabalhismo, defendido por eles. 

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