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Moradores bloqueiam rua para impedir tráfego de caminhões

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Foto: Patricia Vieira

Moradores da Rua Érico Veríssimo, no Bairro Ferrovia, em Lages, bloquearam a via na sexta-feira (23), para impedir a passagem de caminhões. O fluxo intenso de bitrens com cargas pesadas, segundo os moradores, deteriorou o asfalto, além de provocar danos nas calçadas de imóveis. Eles reivindicam a mudança do tráfego dos caminhões para outra rua.

Suiane Varela, moradora do bairro há 8 anos, explica que, desde que uma madeireira se mudou para o local, aproximadamente há dois anos, a comunidade convive com a falta de sossego. “Algumas casas estão com rachaduras por conta do peso dos veículos e, também, não posso nem abrir a janela da minha casa por causa do pó,” afirma.

Outro morador, Alexandre Dias, conta que, na próxima semana, a esposa passará por cirurgia, e não terá como repousar em casa devido ao barulho dos veículos que transitam pelo local e, segundo ele, são em média de 40 por dia. “Muitos moradores já estão até com transtornos de ansiedade,” lamenta.

Entre os que participaram da ação estava o morador Mateus Ernani Mendes, de 59 anos, que reside há mais de 30 anos no local. Ele destaca que a situação vem piorando a cada ano e, inclusive, a alta velocidade com que os caminhões trafegam quando estão vazios. “Queremos mudanças no limite de peso de veículos de carga em circulação na Érico Veríssimo.” Os manifestantes explicam que não têm nada contra a empresa, e que até tentaram falar com os responsáveis pela madeireira, mas não haviam tido resposta até ao meio dia de sexta-feira (23). 

Alternativa

Com alternativa proposta na quarta-feira (21) pelo secretário de Planejamento e Obras de Lages, João Alberto Duarte, os moradores acreditavam que a situação estivesse resolvida. Mas, segundo Suiane, em acordo com o secretário de Planejamento e Obras, ficou definido que o trajeto seria mudado para outra rua que também dá acesso à empresa, até que a Avenida Ponte Grande seja cascalhada, transferindo o trânsito de caminhões pesados. Só que, na sexta-feira, voltou tudo como era antes. Como a rua é estreita, os moradores estacionaram seus carros impedindo a passagem de, pelo menos, cinco caminhões carregados, e um descarrego.

A revolta da comunidade piorou quando um motorista decidiu seguir viagem mesmo com a via parcialmente interrompida. “Ele passou quase enroscando nos carros. Ficou a milímetros de arrancar o retrovisor do meu carro”. 

O CL entrou em contato com a empresa e foi informado que já estavam conversando com com  moradores sobre o assunto

Solução 

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário João Alberto Duarte disse este assunto está sendo tratado com prioridade. Já conversou com os proprietários das transportadoras e a secretaria está buscando uma solução definitiva para não transferir o problema para outras vias ou  moradores. 

Os estudos, até o momento, indicam o acesso pela avenida Ponte Grande. Como o assunto é  complexo, a secretaria necessita de um tempo para definir estratégia e quais ações serão implantadas.  “Tenho conversado com os moradores e explicado a situação de uma forma muito transparente. A solução virá em comum acordo entre todos. Nada será por imposição. Pela complexidade, peço mais alguns dias. Mas garanto que será solucionado,” prometeu João Alberto.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Débora

    23/08/2019 at 15:24

    pelo amor de Deus ne eles só querem trabalha nao tem culpa de absolutamente nada… e passam dentro da velocidade pedida na via e as vezes até menos por terem crianças na via… deixem eles trabalhar povo….

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