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Marzio Lenzi lança disco com músicas antigas e inéditas

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O guitarrista catarinense Marzio Lenzi, que tem muitos fãs na região e uma relação profunda com Lages, lançou o álbum “Instrumentals 1995 – 2017, de forma digital. O disco reúne instrumentais compilando 14 músicas gravadas entre os anos de 1995 e 2017 com diferentes bandas e músicos parceiros, como Blues Valley, Lenzi Brothers, Raze Blues, Greg Wilson e Marzio Lenzi Trio. Três delas nunca lançadas em disco. Todas remasterizadas no Fatboo Studios por Steffan Duarte. A capa é de Samuel Lenzi. 

Para o músico, a compra do disco é uma forma de colaboração durante a pandemia do Coronavírus.

O Essencial conversou com o artista sobre trabalho, mas também sobre o isolamento social, por conta da pandemia do Coronavírus. 

Essencial_ Como você mencionou – no material enviado à imprensa –  a pandemia, quero perguntar se você está em isolamento social e como está o seu cotidiano nesse período? 

Márzio_ Sim, estou em isolamento. Tenho um filho de quatro anos com bronquite e não quero arriscar trazer o vírus para dentro de casa, considerando que ainda não se sabe muito sobre. Só sei que se a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o mundo todo recomendam isto, não sou eu quem vou contrariar. Temos de ser sensatos, melhor falido do que falecido. Pela manhã eu e minha esposa procuramos fazer alguma atividade com a criança. No restante do dia, toco, componho, estudo e gravo algum conteúdo para as redes sociais, esporadicamente.

Qual a cidade que você reside e como estão as coisas por aí? 

Resido em Balneário Camboriú. Por enquanto, está sob controle, mas a população não colabora como devia. Hoje passei de carro na beira mar e parecia vida normal. A preocupação é que as cidades de Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí são muito próximas, com quase 400 mil habitantes no total e creio que não há leitos suficientes, caso as previsões de pico se confirmem.

Para os músicos que dependem dos shows para sobreviver, não deve ser fácil a quarentena! Comenta sobre a situação. 

Acredito que a classe de músicos, ou os que se sustentam com apresentações culturais ao vivo, em geral, são os mais afetados financeiramente. Foi a primeira classe a parar e será a última a voltar. Tenho me virado com aulas online, vendas de CDs e usando as economias.

Você já fez ou vai fazer alguma live para os fãs? 

Ainda não fiz, minhas condições técnicas (equipamento) e de espaço no apartamento não ajudam no momento, estou resolvendo isso e pretendo fazer em breve.

Agora, sobre o seu disco, fale um pouco mais sobre as músicas, como elas foram concebidas do que elas tratam…

Já havia um tempo que eu tinha essa ideia de lançar um disco instrumental com uma perspectiva histórica da minha carreira. Abrange o intervalo entre os anos de 1995 e 2017. Resolvi lançar agora pelo tempo disponível e para ter uma opção de arrecadação, pois é uma venda de download e não streaming. O disco reúne temas instrumentais de quase todas as bandas que participei, desde bandas formadas em Lages como “Blues Valley e “Lenzi Brothers” até trabalhos com o americano Greg Wilson e gravações mais recentes com meu trio, incluindo três inéditas.  

 

Click o aqui para conhecer o trabalho

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