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Junho é o mais frio dos últimos anos

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São Joaquim,15/06/2010, Correio Lageano

 


A temperatura do mês de junho não tem apresentado picos negativos, com grandes geadas ou até mesmo neve, mas o frio se mantém constante. Os termômetros estão marcando 2ºC abaixo da média registrada nas últimas décadas.


A análise é do engenheiro agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho do Prado. Ele aponta que o frio de junho está constante. Até o ano passado, nesse período os dias começavam com muito frio, mas esquentavam no final da manhã e à tarde. Já este ano começam e terminam com muito frio. “Isso se deve às frentes frias que se sucedem em Santa Catarina”, explica.


As massas de ar frio são formadas no Polo Sul, atravessam o oceano até atingirem o continente. As que atingem o Estado passam primeiro pela Argentina e geralmente acabam influenciando o clima em todo o Brasil.


Uma dessas frentes frias já está atuando sobre o Rio Grande do Sul, onde provoca chuvas moderadas e fortes. “Ela se move em direção a Santa Catarina. Hoje, quarta e quinta-feira pode até passar sem chuva, mas chove com certeza na sexta-feira”, adianta Coutinho.


Ele também explica que o frio dá uma leve trégua nos próximos dias. As temperaturas ficam mais amenas principalmente no período da tarde. Quando a frente fria chegar, trará também frio, que deve ser percebido principalmente a partir de domingo, quando o clima ficar mais seco.


Até agora o frio mais intenso da Serra Catarinense foi registrado em Urupema, onde os termômetros marcaram -1,8ºC. O inverno sequer começou e a expectativa é que o período seja ainda de temperaturas baixas, a exemplo do registrado em outros anos.


A umidade de junho não deve se repetir em julho. A partir do próximo mês o inverno deve se tornar mais seco e também mais frio, o que confirma as previsões realizadas por Ronaldo Coutinho no final de 2009. “Tudo leva a crer que a partir de julho teremos menos chuvas”, confirma.


O inverno climático brasileiro inicia em 21 de junho e termina em 22 de setembro. A expectativa, principalmente do comércio e do setor hoteleiro, é que o frio seja intenso, atraindo centenas de turistas para a região. Normalmente a visitação é maior quando existe a previsão de nevar.


O frio também agrada os fruticultores. Na época em que as macieiras estão em dormência precisam de centenas de horas de muito frio, com temperaturas abaixo de 7ºC. E de preferência sem períodos com temperaturas amenas ou quentes, o que pode acelerar a brotação e até causar prejuízos.

 

Foto: Daniele Melo

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