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Atenção redobrada na hora de abastecer

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Lages, 15/06/2010, Correio Lageano

 


A necessidade de fiscalizar a qualidade dos combustíveis e o recolhimento de impostos cobrados nos pontos de venda é de responsabilidade dos Órgãos Públicos, Policiais, Procon e Secretaria da Fazenda. Combustíveis de baixa qualidade podem causar danos aos veículos.


De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Representantes de Combustível, Osmar Dematé, o município de Lages tem apresentado um bom padrão de qualidade na avaliação dos combustíveis. “Por diversas fiscalizações foram encontradas algumas alterações na qualidade do álcool e da gasolina, mas agora já faz um tempo que os comerciantes, após serem notificados, conscientizaram-se e estão efetuando a venda de forma correta”, disse ele.


O coordenador executivo do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon), Júlio Borba, relata que houve a participação do órgão e do Sindicato dos Representantes de Combustíveis da Região Sul no 9º Fórum Sul brasileiro de controle e qualidade de combustível, em Bento Gonçalves (RS), onde a discussão foi sobre a necessidade de se ter órgãos públicos responsáveis como a Secretaria da Fazenda, policiais, Procon para fazer uma fiscalização mais constante, pois alguns postos ainda vendem combustível com baixo preço e sem qualidade.


Na ocasião, foi constatado que não existe gasolina pura como é comum se dizer, sua composição pode conter mais de 300 componentes diferentes, o que dificulta ainda mais a fiscalização.


Quando os caminhões chegam para reabastecer os pontos de venda, de acordo com Dematé, é importante que todo proprietário teste a qualidade do combustível, caso não faça isto, a responsabilidade pela qualidade do combustível passa a ser do proprietário.


Toda gasolina é composta por 25% de álcool anidro, explica Osmar, os testes de análise da qualidade do combustível nos postos são realizados em um recipiente onde metade é adicionada gasolina e o restante água. O resultado correto é quando os dois produtos se separam, lembrando que a porcentagem do álcool mistura-se com a água.


Além disso, segundo Borba, acredita-se que muitos revendedores ainda sonegam impostos e revendem para os consumidores por valores mais baixos, o que provoca uma concorrência desleal.


Por isso, Borba alerta que o consumidor deve estar atento na hora de abastecer seus veículos. Uma providência é procurar os postos mais conhecidos, que apresentem as bandeiras de qualidade como Ipiranga, Shell, Petrobras entre outras que são consideradas de formulação padrão.

 

 

Com demanda alta, Procon tem processos de 2005

 

“O Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) de Lages preserva os interesses dos consumidores na aquisição de produtos e serviços”, diz o coordenador executivo do Procon em Lages, Júlio Borba.


Ele informa que são atendidos diariamente 100 pessoas. Ele destaca que a primeira etapa da resolução do processo administrativo é tentar um acordo com a empresa notificada através de um telefonema. Caso nada seja decidido, o Procon marca uma audiência de conciliação e a empresa tem um prazo legal para organizar sua defesa e apresentar para o consumidor.


Uma equipe do Procon foi organizada para servir de apoio na resolução dos processos para reduzir a demora dos procedimentos. Apesar disso, tem consumidor esperando desde 2005 para ver seu problema resolvido. Borba explica que é estabelecida uma hierarquia de prioridades, sendo que os processos relacionados a idosos, doentes, ou os processos antigos e casos de extrema urgência são analisados primeiro.


Nesse sistema, de acordo com o Procon, estão para ser solucionados mais de 400 processos, não sendo apenas do município de Lages, mas também de Celso Ramos, Bocaina do Sul e São José do Cerrito.


Segundo Júlio Borba, as maiores reclamações registradas são referentes às empresas de telefonia que incluem serviços sem autorização do cliente. Esses casos somam 30% dos processos existentes, atualmente, no órgão de proteção ao consumidor. Os juros abusivos do comércio também registram um grande número de reclamações.


Outro problema na opinião de Júlio Borba são as cartas de crédito. Esse recurso se mostra como um facilitador na hora de se adquirir determinado produto. “No entanto, o consumidor não tem noção exata dos juros que são cobrados nessa transação e muitas vezes não consegue manter em dia suas contas. Isso pode proporcionar o superendividamento das famílias”, alerta o coordenador do Procon.


Com o propósito de orientar as famílias, os aposentados e pensionistas, o Procon ministra palestras. “É de extrema importância que o consumidor não fique em dúvida na hora de fechar um negócio. Caso contrário, nos procure para fazermos os cálculos necessários” conclui.
 

 

Foto: Daniele Melo

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