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Hospital quer ser referência em cardiologia

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Antônio Carlos, 51 anos está se recuperando da cirurgia e passa bem no HNSP - Foto: Susana Küster

Antônio Carlos Alves, 51 anos, tem de volta o ritmo normal dos seus batimentos cardíacos. Internado na UTI do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), ele sorri tímido para o CL e tem um curativo grande no peito. Lúcido, consegue até conversar e estava sentado porque logo faria uma refeição. Se sente aliviado e pronto para recomeçar sua vida.

Apesar de jovem, precisava com urgência de uma cirurgia que não é feita em Lages ou melhor, não era realizada, até ele ser escolhido para ser o primeiro paciente a passar por cirurgia de uma troca de válvula aórtica. O procedimento foi feito no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, com uma equipe chefiada pelo doutor Djalma Luiz Faraco, especialista da área, que veio de Joinville exclusivamente para realizar a cirurgia.

O método, inovador no hospital, foi possível porque foi montada uma equipe especializada, disposta uma estrutura de centro cirúrgico e UTI pós-operatório, além de seguir métodos de diagnóstico. “Minha equipe ficou muito tempo fazendo o check-list para que tudo ocorresse conforme o planejado”, avalia Faraco.

Continuidade_ Há a necessidade de continuar oferecendo esse tipo e qualquer outra cirurgia cardíaca em Lages, para atender a demanda da cidade e da Serra Catarinense, que atualmente precisa ir para outros municípios do Estado, sempre que necessita de procedimentos nesta área.

A intenção do médico é dispor de cirurgia de troca de válvula aórtica sempre e não somente em casos isolados, como este realizado com Alves. A instalação deste serviço credenciaria o hospital, em referência em cardiologia, já que por meio da Cardiolages, já se realizam mensalmente 90 procedimentos, como angioplastia, cateterismo, entre outros tipos de cirurgias, feitos em pacientes da região.

Para a cirurgia de troca de válvula aórtica ser feita, o Nossa Senhora dos Prazeres adquiriu muitos equipamentos, mas alguns estão em fase de comodato e para serem mantidos na unidade vai depender de recursos governamentais. “Sei que todos os níveis de governo são favoráveis a essa referência e mostramos nossa capacidade e vontade para esse tipo de cirurgia”, salienta Faraco.

“Sei que todos os níveis de governo são favoráveis a essa referência e mostramos nossa capacidade e vontade para esse tipo de cirurgia”. Djalma Luiz Faraco, médico

Carmen Zanotto fará pedido em Brasília

Na próxima semana, a deputada federal Carmen Zanotto irá protocolar pedido junto ao Ministério da Saúde, para credenciar o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres como referência em Cardiologia.
“Essa é uma iniciativa coletiva entre a Secretaria Municipal de Saúde de Lages, Secretaria de Estado e Saúde e eu, que há anos defendo esse credenciamento,” explica a deputada, informando que o projeto tem o apoio do prefeito de Lages, Antonio Ceron e do governador Raimundo Colombo.

Na segunda-feira, Carmen deve apresentar a proposta no Fórum Parlamentar Catarinense. O objetivo é que todos os deputados federais e senadores de Santa Catarina apoiem a iniciativa.
O credenciamento será solicitado ao Nossa Senhora dos Prazeres, mas com a conclusão do Hospital Tereza Ramos, caso haja interesse, o serviço pode ser transferido.

>Benefício_ Além de facilitar o atendimento à população, o credenciamento garante recursos do Sistema Único de Saúde para os procedimentos. Atualmente o Governo do Estado é quem banca os custos desse tipo de procedimento.

>Prazo_ Segundo Carmen Zanotto, o processo geralmente é longo. Outros já foram encaminhados em Santa Catarina, a exemplo de Rio Sul que já implantou a estrutura necessária para se tornar referência também em oncologia. O objetivo é diversificar os atendimentos nas regiões, evitando que os pacientes percorram grandes distâncias em busca do atendimento.

Deputada federal Carmen Zanotto

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Reunião definirá os rumos da paralisação dos médicos

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Foto: Andressa Ramos/Arquivo/CL

Está agendada para esta terça-feira (20), uma reunião, em Florianópolis, que pretende resolver a paralisação dos mais de 100 médicos que atendem na emergência e na urgência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. Desde ontem, eles suspenderam os atendimentos não emergenciais e as cirurgias eletivas.

Apesar da paralisação, os atendimentos de urgência e emergência permanecem. O motivo, segundo o corpo clínico, é a falta de pagamento aos médicos, que afirmam estar há quase sete meses sem receber seus salários.

O diretor do corpo clínico explica que espera resolver a situação o mais breve possível. Para tratar do assunto, se reunirão nesta terça, com o secretário da Saúde de Santa Catarina, Acélio Casagrande, e a secretária de Saúde de Lages, Odila Maria Waldrich, acompanhada da direção do Nossa Senhora dos Prazeres. O encontro está agendado para às 15 horas, em na capital do estado. O corpo clínico enfatiza, que as cirurgias e os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde, convênios ou particulares não estão acontecendo. Porém, nos casos de risco de morte os pacientes serão atendidos normalmente.

Hospital atende a macrorregião

Instalado em Lages, o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres é especializado em traumatologia e atende uma grande região, que compreende todos os municípios da Serra Catarinense, Meio Oeste, Planalto Central e parte do Vale do Itajaí.  Ao todo são mais de 200 médicos e 500 funcionários. Em média, a cada mês, são internadas mais de 700 pessoas e são realizadas 500 cirurgias.

É justamente uma parcela deste atendimento que está sendo prejudicado pela suspensão dos serviços por parte dos médicos. A situação exige a remarcação de várias cirurgias.  Além da procura espontânea, o hospital funciona como uma extensão do Pronto Atendimento, de onde os pacientes mais graves são encaminhados para exames.

Essa não é a primeira vez que a categoria reivindica salários. Reclamações anteriores resultaram no aporte de recursos estaduais, que atualmente estão em atraso.

 

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Atropelamento no Pró-Morar deixa duas pessoas feridas e uma vítima fatal

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Um atropelamento na Rua Edmundo da Costa Arruda, Bairro Pró-Morar, na noite de domingo (18), por volta das 21 horas, deixou duas pessoas feridas e uma vítima fatal.

Michele Lopes de Liz, de 24 anos, e mais um senhor e uma senhora de 43 e 41 anos, respectivamente, caminhavam pela rua, quando um Corsa, placas de Lages, os atingiu. O veículo era conduzido pelo motorista de iniciais J.M.L, 21, que segundo a Polícia Militar, era primo de Michele. Ele fugiu do local do acidente a pé.

A jovem chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e teria morrido no local. O senhor teve o pé esquerdo lesionado e a senhora sofreu escoriações no pé esquerdo e fortes dores na panturrilha direita. A identidade dos dois não foi divulgada.

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Fechamento de área no Salto gera polêmica

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Cerca fechou acesso dos veículos ao entorno da praça e Academia da Terceira Idade - Foto: Susana Küster

Segundo comerciantes, o Salto Caveiras, em Lages, não é um local que possui muitos atrativos turísticos e a restrição de acesso a um local usado como estacionamento, diminuiu mais ainda o movimento de visitantes. Edson Küster é um dos que reclamam do fechamento da área do parque e da Academia da Terceira Idade do Salto.

Ele mostra um abaixo assinado com 500 adesões de pessoas, que frequentam e moram no local. A área cercada era também utilizada como estacionamento, principalmente nos fins de semana.

E, isso segundo Küster, e, outro comerciante, chamado César Bastos, foi péssimo para as vendas. De acordo com relato dos dois, a cerca não só tirou vagas de estacionamento perto de seus estabelecimentos, mas reduziu a clientela.

Eles são os únicos que ficam próximo da academia e do parque. “O secretário Osvaldo Uncini me pediu para fazer esse abaixo assinado para reverter a situação”, diz Küster.

A informação de que o secretário de Agricultura e Pesca, Osvaldo Uncini pediu para ser feito um abaixo assinado não foi confirmada, porque ele estava afastado da pasta até o fim do feriadão de Carnaval e não atendeu o telefone celular para esclarecer o assunto.

O presidente da Associação de Moradores do Salto Caveiras, Sauro Tadeu dos Reis, afirma que muitos pais reclamavam de que não teria como levar suas crianças para brincarem na praça, devido à sujeira deixada por pessoas que utilizavam a área no fim de semana. “Não foi uma decisão minha, foi de todos os integrantes da associação”, destaca Reis.

A ideia é fazer um posto de saúde e uma quadra de areia no espaço que fica ao redor da academia da terceira idade e do parque. Atualmente, o atendimento na área da saúde para os moradores é feito na casa da associação.

“Mostramos a situação para o secretário do Meio Ambiente (Euclides Mecabô). Eles deixavam tudo sujo, traziam bebida de fora e quebravam as garrafas no local”, lamenta.

O presidente da associação nega a informação de que o movimento nos comércios diminuiu por conta da área cercada. “As pessoas que ficavam ali, nem compravam no Salto. Traziam comida e bebida de fora e deixavam tudo sujo local”.

Ele salienta que as pessoas podem usar a praça e parque, porque foi deixado um espaço aberto na cerca para não inviabilizar o acesso. O secretário do Meio Ambiente, Euclides Mecabô, afirma que não sabia da existência da cerca até o CL informar e que iria até o local checar a situação.

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Ocupação contra a Reforma da Previdência no INSS de Lages

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Fotos: Yuri Amaral/ Divulgação

Desde às 10 horas desta segunda-feira (19), cerca de 100 pessoas ocuparam Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Lages, em manifestação contra a Reforma da Previdência, que pode ser votada essa semana.

O único serviço que está funcionando é a perícia médica já agendada, todos os outros processos foram suspensos nesta segunda.

O representante da Pastoral da Juventude e coordenador da Frente Brasil Popular Planalto Serrano, Yuri Amaral, explica que a ocupação acontecerá até às 16 horas, sendo que às 14 horas deve ter um grande ato, onde se espera de 500 a mil pessoas, se mobilizando contra a reforma.

“Esperamos que a comunidade lageana se mobilize em estar aqui, com a gente, para barrar essa reforma, que vem tirar o direito dos trabalhadores se aposentar”, diz Amaral.

Enquanto isso, o Rio de Janeiro passa por uma intervenção federal. Isso impede a votação da reforma, a menos que o Governo Federal faça alguma manobra e consiga realizar a votação.

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