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Filmes no Marrocos, só em 2021

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Foto: Núbia Garcia

Fechado para reforma desde o último dia 20 de fevereiro, o Cine Marrocos, em Lages, deve reabrir suas portas somente daqui a um ano. De acordo com a Arcoplex – empresa que coordena o cinema – o local passará por reforma, restauro e receberá adequações para atender às normas de acessibilidade, mas nada em sua estrutura arquitetônica e de decoração será alterado, devido ao processo de tombamento do imóvel, que corre na Fundação Catarinense de Cultura.

A sala de exibição receberá aparelhos de ar-condicionado para proporcionar comodidade térmica aos espectadores e, para ter acessibilidade, algumas poltronas serão removidas, a fim de abrir espaço para que cadeirantes possam se acomodar no local. A tela onde os filmes são projetados também será restaurada e a sala de projetores passará por adequações.

Os banheiros, que ficam no subsolo, serão restaurados e também receberão adequações para ter acessibilidade. As maiores reformas acontecerão no telhado e na rede elétrica – esta ainda é a original, instalada à época da construção do imóvel, na década de 1960.

A contadora do Cine Marrocos, Vanessa Fávero Zecchini, afirma que apesar da grande reforma e do longo tempo que será necessário até que o cinema seja reativado, o imóvel não perderá as características originais. O serviço será executado pela Construtora Costão, do Rio Grande do sul que, segundo Vanessa, é especialista em obras em cinemas.

“Eles são nossos parceiros, toda essa parte de [obra] cinema, são eles que fazem. Tudo o que envolve os nossos cinemas [Arcoplex], são eles quem fazem, porque eles não perdem a originalidade dos nossos imóveis”, explica, ressaltando que a Arcoplex terá dois meses para retirar equipamentos e materiais de expediente do local para que a Costão possa dar início aos trabalhos.

HISTÓRIA

De arquitetura imponente, no meio da modernidade que avançou pela cidade, o Cine Marrocos foi inaugurado em 1964 e tem capacidade para receber até 1.012 espectadores por sessão.

O arquiteto paranaense Rubens Meister, responsável pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, foi quem projetou o Marrocos em 1962, ano em que se iniciaram as obras.

Desde a sua inauguração, a maior bilheteria foi registrada em 1998, quando mais de 25 mil pessoas foram ao Marrocos para assistir ao filme Titanic, que ficou dois meses em cartaz.

Em 2009, o Cine Marrocos chegou a ser fechado, mas reabriu em 2011, ficando conhecido como “a maior sala de cinema 3D do Brasil”. A partir daí, o cinema histórico passou a andar de mãos dadas com a modernidade, para se manter funcionando.

 

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