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Economista não vê perspectivas de alta da Selic a curto prazo

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Foto: Divulgação

Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão do ano. Com a decisão, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Mas o que é taxa Selic e no que ela influencia? Tudo começa pela necessidade do governo em ter dinheiro para pagar suas próprias dívidas e fazer investimentos. Ou seja, para construir estradas, hospitais, escolas, investir na segurança e na saúde da população, o governo irá precisar de impostos. Apesar do principal meio de arrecadação ser este, existe outra maneira de arrecadar dinheiro, que é através do Tesouro Nacional.

Segundo o economista Flávio Valente, a Selic determina o juro que se pagará ou que será recebido numa transação financeira. Para ele, a taxa está estabilizada e é um bom momento para quem quer comprar um televisão ou um carro, a prazo por exemplo, desde que caiba no seu orçamento. “Não vejo perspectiva de que o juro baixe a curto prazo”, explica o professor de economia da Uniplac, ao mencionar que pode haver oscilações para menos um para mais num período de seis meses, mas nada significativo. “Pode passar um dia ou uma semana sem variação”, reforça. A não ser que aconteça algum fato novo como uma guerra comercial entre EUA e China ou o mercado internacional deixe de comprar nossa soja, carne, etc.. o que refletiria no mercado brasileiro.

Valente afirma que  o Governo Federal define a taxa (manutenção do juros) e que no mínimo 20 fatores são considerados desde o crescimento da economia, a inflação, o panorama econômico internacional, entre outros, ou seja é obtida pelo cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras. Quem calcula a taxa que não é fixa é o Banco Central.

“De um modo geral o governo define a taxa com base no mercado financeiro”, assegura. O governo aumenta a taxa para frear a inflação, pois inflação alta é nociva para a economia e significa que muitas pessoas estão consumindo. Já a redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica.

Por outro lado ao reajustá-la para cima segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Uma prática comum nos países com atividades de livre iniciativa. “Selic alta é bom para quem empresta mas ruim para quem toma empréstimo”, observa.

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