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Secretário de Estado da Educação acompanha volta às aulas na Serra

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Foto: Núbia Garcia

O ano letivo de 2019 começou oficialmente na rede estadual de ensino na segunda-feira (11). Na ocasião, o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, visitou escolas da rede na Serra Catarinense. A escolha das unidades visitadas se deu com base nos baixos resultados das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e na posição dos municípios no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No primeiro dia de aula, as escolas Armando Ramos de Carvalho e Professor Jorge Augusto Neves Vieira (Lages), Otília Ulysséa Ungaretti (Cerro Negro) e Major Otacílio Couto (Campo Belo do Sul) receberam a visita. O itinerário continua nesta terça-feira (12), com passagem pela escola Belisário Ramos, Parque Tecnológico Orion e Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc), em Lages, além das escolas Martinho de Haro (São Joaquim) e Padre Antonio Trivelin (Painel).

O foco das visitas é conhecer a realidade das escolas, perfil dos alunos e abrir diálogo com os educadores, além de apresentar as principais ações e desafios do ano. “Estamos trabalhando diretamente com essas escolas, para mostrar que, enquanto secretário de Estado da Educação, vou ter esse olhar para todas as escolas do estado de Santa Catarina, e por isso escolhemos essa região pra iniciar as atividades do ano letivo”, comenta Uggioni.

A primeira escola a receber a visita foi a Armando Ramos de Carvalho, no Bairro Pró-Morar, onde Uggioni conversou com professores, conheceu a estrutura física e ouviu as demandas da direção. “Essa visita do secretário é muito interessante porque vai conhecer nossa realidade, ver as nossas necessidades e, espero, que essas sejam atendidas. Apresentamos a infraestrutura da escola e relatamos sobre os roubos que a escola foi alvo. Levaram cabos de aterro, câmeras de segurança, computadores e materiais de limpeza, dentre outras coisas”, comenta o diretor da escola, Luis Anderson Antunes.

Abaixo da média estadual e nacional

O Ideb de 2017 foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em setembro do ano passado e apontava que em Lages, apesar de ter unidades públicas com notas que se igualam ao desenvolvimento de escolas de primeiro mundo, quando feita uma análise geral das informações, chega-se à conclusão que os índices da educação na cidade estão abaixo das médias estadual e nacional.

O Ideb é calculado a partir de dois componentes: o índice de aprovação e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Estas médias de desempenho são medidas pela Prova Brasil, para escolas e municípios, e pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados e o país, ambas avaliações realizadas a cada dois anos.

O mestre em Educação e pesquisador Educacional, Gilberto Sá, ressalta que este indicador requer cuidado, pois os dados precisam ser bem analisados para que possam ser utilizados pelos gestores como ferramenta para criar estratégias de ação e do desenvolvimento de políticas públicas para a melhoria dos fatores que interferem nos resultados.

“O Ideb e outros indicadores têm muito a ver com a condição socioeconômica das famílias. Bom sempre lembrar que tem escolas que conseguem, a partir destes indicadores, tomar decisões que impactem na sala de aula, no processo de aprendizagem. Esses indicadores são necessários, mas não são pra punir a escola. A ideia é de avaliação”, analisa.

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