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Dirigentes lutam pela manutenção da categoria

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Presidente da Aprasc, subtenente RR João Carlos Pawlick - Foto: Jordana Boscato

Considerada a maior entidade da categoria no Brasil, com cerca de 14 mil associados, presente nos 295 municípios do Estado, a Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) marcou presença na sexta-feira (18), em Lages, na homenagem aos oficiais e praças da ativa e da reserva de Lages e região. O evento ocorreu na Câmara de Vereadores. 

Antes, a diretoria concedeu entrevista ao Correio Lageano e falou dos principais pleitos da Aprasc, como a reposição salarial. Participaram do bate-papo o presidente da associação, subtenente RR João Carlos Pawlick; o diretor-financeiro, subtenente RR Pedro Paulo Rezena; e o vice-presidente regional Walter Teixeira; e ainda o diretor-regional Diogo Sutil.

Correio Lageano: Qual a prioridade da associação?

João Carlos Pawlick: A reposição das perdas salariais que ocorrem, paulatinamente, desde 2013 quando foi instaurado o sistema de receber através de subsídios. Uma perda que já chega a 37% nesse período e com projeção para chegar, em janeiro, há 42%. Precisamos que o Governo do Estado invista em segurança pública. Sem segurança pública não há desenvolvimento econômico, nem social, nem na educação, e nem na área da saúde. Quem carrega a segurança pública são os militares estaduais. Somos um serviço essencial. Não queremos aumento, queremos reposição. O Governador Carlos Moisés reconheceu o percentual de perdas, pois provamos através da tabela do Dieese que estamos sem índice desde 2013. 

Apesar da defasagem do efetivo, 9.700 PMs, SC aparece como modelo no país quando o assunto trata da redução dos índices de criminalidade. Ou seja, as forças policiais estão trabalhando mais com menos homens? Como explicar isso?   

Santa Catarina vem baixando os índices de criminalidade a cada ano, tanto que o Ministro Sérgio Moro e os secretários de segurança se espelham no nosso modelo. Temos vários modelos, a exemplo da Operação Mãos Dadas, também o sistema digital que a PM usa, o PNC Mobile que colocou a PM dentro da área tecnológica. Estamos abrindo um leque de atribuições, fazendo BO, um ciclo completo. A pressão aumenta e não podemos errar. São muitas áreas para cobrir. Falta até equipamento de segurança. A previsão seria de 21 mil PMs no Estado. O que diz respeito aos bombeiros, faltam 3 mil homens para equalizar.

Qual seria a solução para investir mais na segurança pública?

Que seja elaborado um projeto federal que estipule qual parte do dinheiro arrecadado seja colocado neste tripé: saúde, segurança e educação. Queremos explicar para a população que ela investe, mas não está chegando às categorias (PMS e bombeiros). Enquanto isso, o Estado enriquece em cima da categoria, pois por ser um estado seguro, pois estamos fazendo o dever de casa, os investimentos aumentam, o turismo cresce e as indústrias se instalam por aqui. 

O senhor acredita que fechar bares e boates mais cedo pode coibir delitos?

Tem que trabalhar em conjunto com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a Polícia Civil e a Militar, e atuar na causa e não no efeito. Fazer operações da Lei Seca. Tem que haver mudança de cultura, ter um motorista da vez. Fato é que pequenos delitos podem evoluir para grandes delitos

Pressão, estresse e falta de estímulo podem ser a causa do aumento de tentativas e suicídios de policiais em Santa Catarina?

As causas são externas. Ano passado, no Estado, foram 12 tentativas e quatro óbitos. Neste ano, já somam 8 tentativas e duas mortes. Em média, um caso por mês.

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