Conecte-se a nós

Notícias

Deterioração do casarão Juca Antunes se agrava

Published

on

Sem poder ser restaurado, o casarão está cada dia mais vulnerável à ação do tempo - Foto: Camila Paes

Deve ser concluída, na próxima semana, a análise do projeto de revitalização do Casarão Juca Antunes, localizado no encontro das ruas Benjamin Constant e Coronel Córdova, no Centro de Lages. A última versão do projeto foi entregue no dia 16 de março à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e, segundo análise prévia, atendeu às demandas solicitadas em uma primeira análise.

Enquanto isso, a estrutura histórica apresenta cada vez mais sinais de depredação. Parte do telhado, que está protegido por uma lona, caiu. Plantas crescem na parede do prédio. Na última vez em que a reportagem teve acesso ao interior da velha casa, há cerca de um ano, a situação já era precária. O chão estava parcialmente caído e os pilares que seguram a construção estavam fracos.

A diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Vanessa Maria Pereira, explica que, enquanto a obra não é realizada, a responsabilidade por fazer manutenções na estrutura é da empresa China Three Gorges (CTG Brasil) que, através de um Termo de Ajuste de Conduta, revitalizará o casarão e, em seguida, entregará o prédio à Prefeitura Municipal.

Ela ressalta que na última reunião, realizada no dia 16 de março, a FCC conversou com o arquiteto responsável e com a empresa. “Por esta razão, entregamos em mãos, neste mesmo dia, a autorização para a empresa iniciar imediatamente algumas ações preventivas, como a limpeza do local (retirada de entulhos), estabilizações, escoramento e uma sobrecobertura de proteção para evitar que os danos se agravem,” acrescenta.

Em nota, a CTG Brasil informa que espera a aprovação do projeto de revitalização, já com as alterações solicitações pela FCC. Ainda ressaltam que reparos são realizados, visando à conservação do imóvel, “ainda que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não determine essa responsabilidade”.

No documento, a empresa afirma que, uma vez aprovado o projeto, será iniciado imediatamente o processo de contratação da mão de obra para a execução da obra, de modo que a entrega do patrimônio aconteça o quanto antes. A previsão para o final da revitalização dependerá do projeto aprovado. O custo também dependerá do projeto, entretanto, a CTG estima um valor entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão.

Histórico

Situado no Centro de Lages, o casarão pertenceu ao Coronel José Antunes Lima, conhecido como Juca Antunes, importante político da região. A residência foi construída por volta de 1850, de acordo com o pesquisador Fabiano Teixeira. A estrutura é o último registro do século XIX e em arquitetura luso-brasileira, em Lages.

A desapropriação e a posse da estrutura só aconteceram no final do ano passado, após decisão judicial. No trabalho do pesquisador Fabiano Teixeira, ele explica que as paredes internas foram construídas em pau-a-pique, solução incomum para a época, pois a maioria das residências eram construídas em taipa de mão ou madeira.

Na esquina das Ruas Coronel Córdova com a João de Castro, foi demolida uma casa semelhante ao casarão, na década de 1940, e no local construída a Agência de Correios, além de moradias nas esquinas da Rua Nereu Ramos com a Praça João Ribeiro. Juntamente ao Palacete Gamborgi, no encontro das ruas Marechal Deodoro e Hercílio Luz, o casarão foi tombado em 1990 como Patrimônio Estadual de Santa Catarina.

Em 2006, o Casarão Juca Antunes passou por uma reforma que custou R$ 91 mil, com a recuperação do jardim, parte elétrica e hidráulica, aberturas, forro, telhado e calçadas, além da construção de banheiros e outros resgates arquitetônicos. Na época, o local foi utilizado como mercearia. Três anos depois, sofreu interdição, mas na época, pertencia a uma família lageana.

Comentários
Compartilhe

Notícias

“Não teve como reverter”, diz médico sobre morte de paciente

Published

on

O Pronto Atendimento tem sofrido com a superlotação, o que acaba sobrecarregando o trabalho da equipe de médicos e enfermeiros - Foto: Adecir Morais

O diretor técnico do Pronto Atendimento de Lages, Pedro Iung disse, nesta terça-feira (17), que a equipe que atua na unidade fez de tudo para evitar a morte de uma mulher, de 55 anos, que deu entrada no local, na última segunda (16). Ele narrou a cronologia dos fatos e garantiu que todo o atendimento foi feito dentro do que determina o protocolo de atendimento.

De acordo com ele, a paciente, que morava em São José do Cerrito, chegou na unidade às 14h47, trazida por familiares. Às 14h51, passou pelo setor de enfermagem, quatro minutos mais tarde, recebeu atendimento de médicos e enfermeiros na sala de emergência. Ela morreu após sofrer uma parada respiratória, depois de sucessivas manobras na tentativa de reanimá-la.

Pedro afirmou que a mulher deu entrada na unidade em estado grave e com sintomas de infarto. No setor de emergência, recebeu todo o atendimento necessário. “A paciente chegou em estado gravíssimo, não teve como reverter [a morte]”, declarou o diretor, salientando que a mulher tinha histórico de pressão alta, diabetes, tabagismo e infarto.

Em relação a uma possível queda da paciente enquanto recebia atendimento, o diretor destacou que, ao tentar levantar-se da maca, ela foi acudida por uma enfermeira, mas “escorregou” e ficou de “joelhos no chão”, sendo socorrida imediatamente pela equipe de enfermagem.

“Em absolutamente nenhum momento a paciente ficou sozinha ou deixou de ser atendida. Infelizmente, a morte aconteceu em decorrência do problema cardíaco, conforme consta no atestado de óbito”, reforçou uma nota encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde. O CL não conseguiu contato com familiares da mulher.

Onde buscar atendimento

Em Lages, existem dois estabelecimentos que atendem casos de urgência e emergência (Pronto Atendimento e Hospital Nossa Senhora dos Prazeres – HNSP). O diretor explicou que, pelo SUS, quando um paciente apresenta sintomas de infarto, precisa ser atendimento no Pronto Atendimento primeiro.

Nesta unidade, é avaliado o tipo de atendimento que o paciente precisa. Se houver diagnóstico de infarto, o médico encaminha o caso ao setor de emergência do HNSP, referência regional em cardiologia.

A unidade avançada do Samu também pode encaminhar casos de infarto para este setor. Pacientes que vêm do interior, encaminhados com diagnóstico, também são levados para este setor. Todos os atendimentos de urgência e emergência em Lages, exceto os casos de acidente de trânsito, precisam ser atendidos no Pronto Atendimento.

Vale lembrar que esta unidade, tem sofrido nos últimos dias com a superlotação, o que acaba sobrecarregando o trabalho da equipe médica e de enfermagem da unidade. Só nesta terça, havia 26 pacientes aguardando vagas em hospitais do município, sem falar de dezenas de pacientes que esperavam nos corredores.

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo

Notícias

Polícia Militar realiza Operação 4000 em toda a Serra Catarinense

Published

on

Por

Foto: Polícia Militar/ Divulgação

Mais de quatro mil policiais trabalharam na Operação 4000, que ocorreu em todo o estado de Santa Catarina nos dias 6, 7, 13 e 14 de julho. Na Serra Catarinense, a ação foi liderada pelo comandante da 2ª Região de Polícia Militar, Coronel Moacir Gomes Ribeiro. Os 21 municípios contaram com o apoio de 250 policiais do 6º BPM, Polícia Militar Ambiental, Cavalaria e Central Regional de Emergências.

Nos quatro dias de trabalho ostensivo, foram abordadas 1131 pessoas durante vistoria em 197 estabelecimentos comerciais. Nas 67 barreiras de trânsito foram atendidos 586 motoristas.

Na região de São Joaquim, que contempla ainda as cidades de Painel, Urubici, Urupema e Bom Jardim da Serra, foram realizadas 27 barreiras policiais e abordados 180 veículos. A PM esteve em 38 estabelecimentos, onde abordou 254 pessoas. Foi lavrado um termo circunstanciado por posse substância análoga à maconha, duas armas de fogo apreendidas e uma arma branca.

Em Otacílio Costa, Correia Pinto, Palmeira e Ponte Alta a Operação registrou 28 barreiras policiais e abordou 156 veículos, três deles foram removidos. A polícia fez vistoria em 59 estabelecimentos comerciais e abordou 321 pessoas nestes espaços. Houve apreensão de substância semelhante à maconha, duas CNHs recolhidas e dois estabelecimentos sem alvará.

Este tipo de ação policial tem um cunho educativo e busca reduzir a criminalidade, em especial, a letalidade violenta, vias de fato, furto, roubo e fatos relacionados com a violência contra mulheres, que no geral estão ligadas direta ou indiretamente a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de drogas.

Por Catarinas Comunicação

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo

Notícias

Defensoria Pública realiza força-tarefa no sistema prisional

Published

on

Defensor público Anderson Ouriques, que atua em Lages - Foto: Adecir Morais

A Defensoria Pública de Santa Catarina começou, ontem, uma força-tarefa no sistema prisional do Estado. O objetivo é analisar mais de sei mil processos de detentos do regime semiaberto, beneficiando aqueles internos que estão cumprindo pena de maneira irregular.  Os trabalhos seguirão até 14 de dezembro.

A força-tarefa, que já chegou à nona edição, envolve 25 defensores públicos em todo o Estado. Em Lages, serão analisados processos de detentos do Presídio Regional, que atualmente abriga 171 internos do semiaberto, isto é, a unidade comporta um número maior de sua capacidade.

Conforme o defensor público em Lages, Anderson Ouriques, Santa Catarina tem, atualmente, 4.903 presos no regime semiaberto, destes, 3.303 estão cumprindo pena no regime fechado por falta de vagas, o que contraria a legislação.

Com o mutirão, a ideia é fazer cumprir a Súmula Vinculante 56 do Superior Tribunal Federal (STF), de 2016, que estabelece que a falta de vagas em estabelecimento adequado nas prisões, não autoriza a manutenção do condenado na prisão em regime pior.

A ideia da força-tarefa é fazer com que os detentos que já estejam próximos de cumprir a pena, possam usar tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar. O Estado tem 600 tornozeleiras. Além disso, a Defensoria vai pedir a liberação do interno que estiver perto de cumprir a pena.

Anderson destacou que a falta de vagas é um problema do sistema prisional catarinense. Atualmente, o Estado conta com mais de 20 mil detentos no total, cerca de 4,5 mil a mais que o número de vagas, que é de 16.309.

Regime semiaberto

O semiaberto é um dos três tipos de regimes de cumprimento das penas privativas de liberdade previstas no ordenamento jurídico, com base no Código Penal e na Lei de Execução Penal. Os outros dois são o regime aberto e o fechado.

Por lei, o preso deste regime tem o direito de trabalhar, dentro (em pequenas empresas no interior da unidade) ou fora da prisão (quando é liberado da carceragem pela manhã para trabalhar e volta no final da tarde). Além de progressão da pena (a cada três dias trabalhados, o preso tem o direito a um dia de redução da pena que cumpre), o benefício é uma forma de ressocialização.

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo
Anúncio

Capa do Dia

Anúncio

Instagram

Facebook

Anúncio

Rua Coronel Córdova, 84 - Centro - CEP: 88502-000 - Lages (SC) - Brasil . Contato - Fone: 49 3221.3300 e-mail: correiolageano@correiolageano.com.br

Todos os direitos autorais são propriedade/responsabilidade do Correio Lageano. A reprodução, adaptação, modificação ou utilização do conteúdo disponibilizado neste site, parcial ou integralmente, é expressamente proibida sem a permissão prévia por escrito do CL ou do titular dos direitos autorais.