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Comunidade é quem faz manutenção da ponte

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Desta vez, ponte foi consertada por empresas que transportam madeira - Foto: MycchelLegnaghi / AgênciaDeNotíciasSãoJoaquimOnline / Divulgação

Enquanto não sai uma definição para a federalização da Rodovia Caminhos da Neve, a população se vira como pode. Um exemplo disso é a Ponte das Goiabeiras, que liga os municípios de São Joaquim, em Santa Catarina e Bom Jesus no Rio Grande do Sul.

No último sábado (23), a estrutura cedeu durante a passagem de um caminhão carregado de madeira. Após a retirada do veículo, a recuperação foi realizada segunda-feira (25) pelas próprias empresas madeireiras.

A estrutura construída na década de 80 é o principal elo entre os estados. Reduz em 120 km a distância entre as Serras Gaúcha e Catarinense, comparando-se a outras rotas. Além do fluxo turístico, é utilizada principalmente para escoar a produção de maçã e madeira entre os dois estados.

Para não ficar na dependência dos governos estaduais, os próprios empresários e agricultores da região mantém a estrutura, segundo informa o coordenador do grupo Caminhos da Neve, Jaziel Pereira.

De acordo com Narciso Leal Narciso, superintendente regional do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) de Santa Catarina uma avaliação técnica deverá ser feita pelo órgão, que ainda é o responsável pela rodovia.

Enquanto isso, a ponte continua dando passagem. “O problema na ponte foi associado ao excesso de peso dos caminhões que trafegam frequentemente por pelo local” disse. Ele argumenta que a ponte, construída há mais de 30 anos, atualmente não tem estrutura para suportar tanto peso.  

Pavimento somente no lado catarinense

O objetivo com a pavimentação da rodovia Caminhos da Neve é criar um roteiro turístico entre as serras dos dois estados. No lado catarinense, o 1º Batalhão Ferroviário de Lages, concluiu a parte para a qual foi contratado com 18 quilômetros de pavimentação e 19,5 quilômetros de terraplanagem. Para completar toda a rota até na divisa com o Rio Grande do Sul faltam 11 quilômetros.

Já no lado gaúcho, que é mais longo, com cerca de 50 Km, nenhum metro de pavimento ainda foi feito. A informação é de que a obra está em fase de estudos. Fato é que há anos o governo gaúcho enfrenta problemas financeiros, situação que inviabilizou a pavimentação.

Federalização não é garantia de obra

Aprovada pelo Congresso, a federalização da rodovia inclui o trecho já pavimentado da atual SC-110 entre São Joaquim, passando por Urubici até o cruzamento com a BR-282, já em Bom Retiro. Essa federalização pretende criar um novo corredor turístico entre os municípios de Bom Retiro, Urubici e São Joaquim, em Santa Catarina, e Bom Jesus, São José dos Ausentes, Jaquirana, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Canela e Gramado, no Rio Grande do Sul.

Mas o simples fato de federalizar não garante a execução da pavimentação. No Brasil, existem várias rodovias federais de chão batido. Mostrando coesão política, a frente parlamentar catarinense já destinou R$ 40 milhões para a obra, recurso suficiente ao menos para alguns quilômetros. Assim que for concluído o processo de federalização, a rodovia será chamada de BR-438.

O que ainda falta para federalizar

O coordenador do grupo Caminhos da Neve, Jaziel Pereira, enfatiza que pelo lado gaúcho faltam apenas alguns ajustes no Estudo Ambiental e Econômico para que a rodovia passe a ser administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Já no lado catarinense, o Departamento Estadual da Infraestrutura (Deinfra) está estudando a definição do traçado para dar continuidade às obras e concluir a pavimentação no trecho que vai até a fronteira com o estado do Rio Grande do Sul.

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