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Com bueiros entupidos, água da chuva prejudica moradores

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Foto: Marcela Ramos

As chuvas são frequentes nesta época do ano, o que para alguns é refrescante, para outros é um problema. Não precisa de uma grande quantidade para que o caos aconteça nas casas de alguns moradores da Rua João Maria Faustino dos Santos, no Bairro São Pedro, em Lages. Isso acontece porque os bueiros da rua estão entupidos e a água não tem para onde escoar. 

Seu Marcos Roberto Andrade, de 50 anos, mora na esquina das ruas João Maria Faustino dos Santos e Sebastião da Luz dos Santos. Ambas não são pavimentadas. Há 19 anos, Marcos, a esposa, Marilda e a filha Isadora residem ali. Os alagamentos em frente à sua residência são comuns há cerca de três anos. 

Ao total são três bueiros em volta da casa de seu Marcos, mas apenas um está escoando a água. Na Sebastião da Luz dos Santos, ao lado direito da casa, tem um bueiro, porém, está entupido de terras e pedras até a boca. Por ter um leve desnível da rua, a água escorre em direção a casa.

O problema seria solucionado se a segunda boca de lobo, localizada exatamente na esquina das duas ruas, não estivesse entupida. Sem tem para onde ir, em dias de chuva a água se acumula na rua, transformando-se num rio. Já o terceiro bueiro, na Rua João Maria Faustino dos Santos, ameniza um pouco o problema, pois não está entupido, mas, ainda assim, não atende a demanda da água em dias chuvosos. 

“A água subiu e pressionou o muro da garagem, e acabou trincando. Além disso, estragou o motor do portão, o que é um grande prejuízo. Faz mais de quatro meses que estamos nessa situação”, lamenta Marcos.

No dia 20 de dezembro de 2018, a reportagem do Correio Lageano, publicou uma matéria falando do mesmo problema. Após, a prefeitura resolveu a situação, mas não durou muito tempo. O morador explica que os bueiros voltaram a entupir devido o trabalho mal feito da prefeitura.

“Os dois bueiros da frente entupiram porque, quando a prefeitura passa com a máquina na rua, joga terra para cima da calçada e cai tudo no bueiro. Por causa dessas máquinas, o bueiro ao lado de casa está mais alto que o nível da rua e a água que deveria escoar por ele, escorre pelo canto da rua e leva mais pedras e terra pra frente da minha casa”, conta, mostrando a terra e as pedras acumuladas em frente à calçada.

Situação mais grave

Telvina Claudina Souza, de 49 anos, é a vizinha da frente de Marcos, e a situação dela ainda é mais agravante. Ela mora há 12 anos com sua família em uma casa de dois pisos, que fica num nível muito abaixo da rua, ou seja, toda água que desce da Sebastião da Luz dos Santos, e passa pela casa de Marcos, vai parar na residência de Telvina.

O primeiro piso da casa e a garagem inundam, como se isso não bastasse, o esgoto à céu aberto passa bem em frente da residência. Quando a chuva vem, além de provocar um mal cheiro, a água escoa trazendo lama, misturando com a do esgoto. 

“Eu cuido da minha mãe que tem 105 anos, e ela sofre com o cheiro do esgoto. Já perdi todos os meus móveis por conta das inundações. É triste viver nessa situação”, comenta Telvina. Não é só a chuva que traz problemas a esses moradores, em dias de sol, a poeira toma conta das ruas do Bairro São Pedro.

O CL entrou em contato com a Secretaria de Planejamento de e Obras, que informou que o morador deve ligar para o número (48) 3019-754, a partir das 8h e solicitar uma abertura de ordem de serviço. Após isso, o caso será colocado em programação. 

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