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#CLentrevista o major Marcos Paulo Rangel, comandante da 5ª Companhia de Aviação

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Foto: Marcela Ramos

Correio Lageano: Qual a estrutura hoje e o que representa para a região a Companhia de Aviação?

Major Rangel: É uma estrutura bem enxuta, conta com poucos policiais, porém, bem efetiva. A gente conta com quatro pilotos, dois da aeronave e dois copilotos; e 10 tripulantes operacionais, que trabalham embarcados na aeronave, fazem todo o procedimento operacional de resgate, salvamento, atividade policial com armamento. Então, a aeronave é uma estrutura bem enxuta, com poucos policiais, mas bem efetiva, a gente é bem eficiente.

O Águia está há três anos e meio em Lages. Quais as atribuições deste serviço e quais as principais ocorrências atendidas?

É bem importante frisar que, apesar de três anos e meio ser um tempo bem recente, a gente já tem bastante atendimento. São, praticamente, 600 ocorrências atendidas, 300 vítimas socorridas. Nossa área de atuação vai desde Alfredo Wagner até a fronteira com a Argentina, no Extremo-Oeste. Nossa área de atuação imediata é na região da Amures, apesar de estar baseada em Lages, atendemos os outros municípios também. Os nossos principais atendimentos são ocorrências policiais, apoio aos batalhões operacionais, apoio a operações de alto risco e também toda a parte de resgate. Prestamos bastante apoio ao Samu, de transferência inter hospitalar, ocorrências de resgate, apoio a outros órgãos como Defesa Civil.

Quais são as principais dificuldades para a manutenção deste serviço?

Nossa principal dificuldade é a falta de dinheiro. A gente depende única e exclusivamente de repasses do Estado, apesar de termos um convênio e conseguirmos bastante recursos do Instituto do Meio Ambiente (IMA), mas nunca é o suficiente, porque a manutenção é cara, geralmente as peças que dão problema são caras. Então, nosso maior problema é o orçamentário. Apesar de a gente conseguir suprir tudo, a gente consegue estar operando a maior parte do tempo e, quando não está, é devido às manutenções preventivas, que temos que fazer por causa da legislação e é o tempo que ficamos fora. Mas, apesar disso, estamos 100% disponíveis.

Como avalia o trabalho realizado em 2018, há previsão de expandi-lo em 2019?

Este ano foi bem produtivo, estamos tentando parcerias com o município. Conseguimos atender bastante ocorrências junto com o Samu, com outros batalhões de Lages, Curitibanos. Outras regiões, como Mafra, que tem guarnição especial, outras ocorrências também como na Autopista. Estamos conseguindo confirmar parceria com a Klabin, para atendimento de combate a incêndio. Temos a expectativa de criar um convênio junto com o Samu, para que venham trabalhar com a gente um médico e um enfermeiro diariamente, para que não tenhamos mais esse tempo de deslocamento, para pegar um médico e um enfermeiro e depois deslocar para o atendimento. Assim, seria mais rápido e otimizado, já estando com eles a bordo, facilitando a comunicação.

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