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Certificação do vinho vai valorizar e garantir qualidade do produto

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A certificação beneficiará 22 vinícolas da Serra Catarinense - Foto: Suzani Rovaris

O vinho de altitude produzido na Serra Catarinense se destaca pela qualidade. Buscando fazer com que essa diferença tenha uma marca, produtores estão atrás da certificação da bebida por meio da indicação geográfica. O procedimento, que está em curso, é uma espécie de atestado de qualidade e aponta a origem de fabricação de um determinado produto.

A certificação beneficiará 22 vinícolas dos municípios de São Joaquim, Campo Belo do Sul, Bom Jardim da Serra, Urupema, Bom Retiro, Urubici e Água Doce, este último localizado na região do Meio-Oeste catarinense.

O trabalho está sendo feito pelo Sebrae, Epagri e Embrapa, que estão realizando uma série de estudos para obter o selo de procedência, ou seja, a marca da certificação. O processo está em andamento e, segundo o Sebrae, ainda este ano devem ser concluídos os estudos técnicos, que são pré-requisitos para se obter a certificação.

Para um vinho receber o selo de procedência, há requisitos que precisam ser cumpridos. Dentre os critérios, segundo o coordenador Regional do Sebrae em Lages, Altenir Agostini, os parreirais precisa ser cultivados acima de 900 metros de altitude. Tudo isso precisa ser comprovado por pesquisas. Posterior aos estudos técnicos, esses estudos são encaminhados para o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que emitirá ou não o selo.

Alternir ressalta que a certificação representa uma marca, atestando a qualidade do vinho de altitude. Dentre as vantagens, o produto deverá ganhar mais mercado. Atualmente, o consumo de vinho finos está restrito à região Sul e parte do Sudeste do Brasil.

A abertura do mercado, entretanto, não deverá acarretar em aumento do preço do produto no mercado consumidor. “O vinho deverá ganhar mais mercado, mas isso não significa que vai aumentar o preço do produto. O preço é uma questão de mercado, se aumentar muito, não vende”, comentou.

Selo deve sair em até um ano e meio

O presidente da Associação dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, José Eduardo Pioli Bassetti disse que a certificação trará um reconhecimento importante para o setor. Dentre os benefícios, o consumidor terá certeza da qualidade do produto, o que irá gerar agregação de valor. “A certificação vai valorizar garantir a qualidade do vinho. Ela deve sair no máximo um ano e meio”. Estamos na fase de elaboração das normas”, disse Bassetti.

Na Serra, dados indicam que a produção é de cerca de 1 milhão de quilos de uvas e de 1 milhão de garrafas de vinhos de altitude. A produção está concentrada, fundamentalmente, em São Joaquim, Campo Belo do Sul, Bom Jardim da Serra, Urupema, Bom Retiro, Urubici.

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