Na Serra Catarinense a primavera já chegou, isso porque o processo de transição das estações acontece neste período. Já nos municípios do topo da Serra, como Urubici e São Joaquim, demora um pouco mais para que a primavera se faça presente. Isso, no que se refere ao clima, porque astronomicamente, ela tem data certa para chegar, 23 de setembro.
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O engenheiro agrônomo, Ronaldo Coutinho, estudioso do tempo, explica que o começo da primavera tem muitas características de inverno. “A primavera plena, aqui, é outubro, quando estamos bem na primavera”, comenta.
Em outubro o frio de madrugada intercala com tardes quentes. Ele alerta que, mesmo assim, ainda terá geada nos pontos mais altos da Serra. As chuvas aumentam, inclusive com trovoadas, geralmente, nas madrugada e nas manhãs. Coutinho, chama a atenção que quando observamos as trovoadas, no fim da tarde e noite, é porque está chegando, efetivamente, o verão.
Onda de calor
Apesar disso, já tivemos e estamos passando por uma onda de calor intenso, com temperaturas bem elevadas para a época do ano, como segunda-feira (16), em que os termômetros passaram dos 30ºC.
“Esse ano, essa onda de calor, está muito fora do padrão, tanto que, em Chapecó, quebrou o recorde de máxima, lá deu 34,13ºC. Em Lages ainda não quebrou, mas se aproximou”, argumenta Coutinho. Em Lages, ainda pode ter recordes de máxima para o mês de setembro.
O tempo extremamente seco e quente no Brasil Central, com dias de vento norte e noroeste, aumenta o calor na Serra Catarinense. “O vento traz o ‘ar quente para burro’, lá de cima e invade, dando essas ondas de calor que, de tempos em tempos, são fortes”, explica Coutinho.
Mas ele avisa que dias frios não estão descartados. “O pessoal que ‘tire o cavalinho na chuva’, não pensem que acabou o inverno, não acabou. O frio de inverno vai nos acompanhar até novembro”. Na parte alta da Serra, o frio não vai embora nunca, mesmo no verão há dias frios como no inverno. Em 2018, teve quebra de mínimas para dezembro em São joaquim e Urupema.