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Vacinação é a melhor forma de prevenir o sarampo

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Foto: Patrícia Vieira

Devido a confirmação de um caso de sarampo endêmico no Pará, no fim de fevereiro deste ano, o Brasil perderá o certificado de país livre da doença. O anúncio foi feito pelo próprio Ministério da Saúde.

Com isso, o país iniciará um plano com duração de um ano para retomar o título, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em 2016. Em Santa Catarina, o último caso de sarampo foi registrado em 2013 em um paciente com histórico de viagem internacional.

De acordo com o gerente regional de saúde, Aloisio Piroli, não há histórico da doença nos municípios da Serra Catarinense. Porém, isso não invalida a necessidade das pessoas se imunizarem contra a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

“Não tem porque não se vacinaram”, argumenta se referindo as vacinas que são ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe, que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno. Piroli orienta que, independentemente do caso do sarampo ter sido confirmado na região

Norte do Brasil, outras regiões devem ficar atentas. Ele explica que, por exemplo, nem mesmo a Serra Catarinense está livre da doença. “É muito importante que as pessoas tenham a consciência de manter a carteira de vacinação atualizada para prevenir a doença, seja o sarampo, influenza, febre amarela, entre outras”, afirma. Isso serve não só para as crianças, como também adolescentes e adultos, para evitar a circulação do vírus no país.  “A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir as doenças”, completa.

Ele ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, principalmente das crianças menores de cinco anos, que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina. São 19 vacinas disponíveis gratuitamente pelo SUS, que protegem contra mais de 30 diferentes tipos de doenças.

Em Lages, não há histórico da doença. Este ano, foram aplicadas 827 doses da tríplice viral, segundo a enfermeira coordenadora de imunização do município de Lages, Juliana Barbosa Vieira. Ela enfatiza que para se vacinar, basta ir até uma Unidade de Saúde no bairro onde mora ou, então, procurar a Central de Vacina na Vigilância Epidemiológica, no Centro de Lages. “Se alguma pessoa não souber o destino de sua carteirinha de vacinação ou sequer lembra se tomou a vacina ou não, pode ir até uma unidade de saúde para maiores esclarecimentos”

A acadêmica de veterinária, Juliane Goulart Montes, de 44 anos, é um exemplo de que nunca é tarde para atualizar a caderneta e se imunizar contra as doenças. “Como voltei a estudar e a faculdade pede a caderneta de vacinação em dia, procurei a Central de Vacinas”, conta.

No Brasil

O sarampo foi por décadas uma das principais causas da mortalidade infantil no país, teve seu avanço contido graças à articulação de esforços nos três níveis de atenção à saúde. A doença passou a ser considerada de notificação compulsória em todo o território nacional em 1968, quando foram registrados 129.942 casos.

O papel da vacina

Sua implementação efetiva foi após a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973, por determinação do ministro da Saúde Mario Machado de Lemos, promovendo o controle de sarampo, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche e pólio e a manutenção da erradicação da varíola.

Quem deve se vacinar

O público alvo durante as campanhas são as crianças de 1 a 5 anos. A partir de cinco até os 29 anos de idade, são administradas duas doses. Para 30 a 49 anos de idade devem receber uma dose. Casos suspeitos de sarampo, gestantes, crianças menores de 6 meses de idade e imunocomprometidos não devem receber a vacina.

Sobre as doenças

Sarampo

Doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente, em ambientes fechados.

Rubéola

Doença contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas que se espalham na pele. Também pode ocorrer o aparecimento de gânglios no pescoço. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.

Caxumba

Doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de glândulas responsáveis pela produção de saliva e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula. É transmitida pela tosse, saliva, espirro ou fala de pessoas infectadas.

Fonte: Dive e Fiocruz

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