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Três empresas do setor madeireiro investem no município

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Convidados conheceram a área onde estão sendo construídos os barracões - Fotos: Andressa Ramos

Depois de quatro meses desempregado, Juliano Silva da Rosa, de 22 anos, viu uma oportunidade em uma empresa que estava se instalando em Correia Pinto, na Serra Catarinense. Depois de deixar o currículo, foi chamado para entrevista e contratado. Juliano e outras 44 pessoas foram admitidas, na metade deste ano, para trabalhar na empresa Global Indústria Madeireira, que fica às margens da BR-116.

O potencial econômico para o setor madeireiro e a localização estratégica para exportação influenciaram e favoreceram a vinda dos investidores chineses para Correia Pinto. Segundo o gerente da madeireira, Osmarhuang, os proprietários da empresa estudam há mais de um ano a região, para conhecer a capacidade de plantação e extração da madeira.

Operando desde setembro, a Global já exportou 40 contêineres de madeira para China e Europa. Como está em fase de testes, a demanda é pequena, pois de acordo com Osmar, quando a operação estiver completa, a capacidade de exportação será de 400 a 500 contêineres por mês. As primeiras compras de madeira foram de pequenos produtores da região. O investimento inicial é de R$ 15 milhões e a previsão de faturamento, no primeiro ano, é de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões.

Os funcionários foram contratados pelas competências técnicas, mas, também, com foco social. Seu Osmar explica que as pessoas são contratadas pelas necessidades da família, e se não tiver experiência ou qualificação, a empresa oferece o treinamento. A expectativa da empresa é contratar mais 200 pessoas, após o término das obras de implantação dos outros barracões.

Na manhã desta segunda-feira, dois dos três sócios, estiveram na madeireira para apresentação o novo layout da empresa. Além de apresentar um dos futuros investidores, Jin Yu, presidente da Sinopec, uma das maiores empresas petrolíferas da China.

O prefeito de Correia Pinto, Celso Rogério, está entusiasmado com a vinda da empresa, afinal, gera emprego e renda, além de movimentar o setor na região. Um dos incentivos da prefeitura aos empresários é o pagamento, por mais dois anos, do aluguel do terreno. O valor é de R$13 mil mensal. Além da percepção da vocação madeireira, os chineses querem investir no agronegócio. Planejam a aquisição de terreno para plantar soja.

Outros investimentos

Mas não é apenas os chineses que estão investindo em Correia Pinto. Uma empresa do Paraná, MadeSerra, investirá R$10 milhões, com perspectiva de gerar 100 empregos diretos. Ela ocupa terreno doado pela prefeitura, na nova área industrial do município, com 29 mil m², sendo que o galpão onde é instalada a caldeira ocupa 800 m².

A inauguração está prevista para fevereiro. A madeireira Nereu Rodrigues irá ampliar, de 5 mil m³ para 9,5 mil m³ de chapa. Essa madeireira é uma das maiores fabricantes de chapa de madeira de Santa Catarina. Somadas, as empresas oferecerão mais de 350 empregos diretos e ampliarão o faturamento do município.

A expectativa é de que até 2020, o município aumente em R$ 400 mil o valor do retorno do ICMS. Atualmente, mensalmente, a cidade recebe R$ 1,2 milhão. Com isso, o prefeito ressalta que a chegada desses empreendimentos é uma questão de longo prazo e que pode mudar a realidade na região.

Funcionários acompanharam a explanação sobre o empreendimento da Global Indústria Madeireira

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