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Trecho de avenida é asfaltado e postes ficam na pista

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Os postes de luz ficarem na pista de rolamento Foto: Adecir Morais

“Tinha uma pedra no meio do caminho”. O trecho em questão faz parte do poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade.

Mas o que seria esta pedra no meio do caminho? Não é possível saber, pois o poeta usa uma metáfora (figura de linguagem) para falar de um problema enfrentado pelas pessoas. Ou seja, o “obstáculo” mencionado no poema pode ser qualquer um.

Em Lages, quem passa pela Avenida 1º de Maio, na parte que está em obras, no Bairro Várzea, depara-se com um obstáculo quase no meio do caminho.

Em alguns pontos do trecho que foi asfaltado recentemente, postes de luz ficaram na pista de rolamento. Apesar de tudo, o problema não está afetando o tráfego de veículos.

Pode-se dizer que as estruturas aparecem na figura da pedra, representando, de certo modo, uma dificuldade para a população.

Os moradores da região estranham o fato de os postes terem ficado na pista. Eles alegam que, além de causarem uma má impressão, as estruturas podem pôr em risco os motoristas, apesar de estarem bem na lateral da rua.

“Isso aqui está perigoso e feio. As autoridades precisam tomar uma providência”, diz o caldeirista Valmor Antunes, de 49 anos.

O aposentado Evaristo Antunes de Lima, de 74 anos, que reside na avenida há 38 anos, também acha estranho os postes na pista, mas informou que os moradores foram avisados de que eles serão removidos. “Fomos avisados e agora estamos esperando a retirada”, declarou.

As obras da Avenida 1º de Maio estão na reta final. Atualmente, operários da empreiteira responsável pelos serviços atuam na construção do passeio público.

Nos trechos onde as obras das calçadas já foram concluídas, os postes estão no seu devido lugar (instalados na calçada).

O secretário Municipal de Obras, João Alberto Duarte, disse que a retirada dos postes é de responsabilidade da Celesc. Ele explicou que o pedido de remoção das estruturas da Avenida 1º de Maio foi feito no dia 18 de janeiro.

“O município paga pelos serviços, mas o cronograma de remoção é da Celesc”, esclareceu.

João Alberto aproveitou para destacar que a prefeitura enfrenta o mesmo problema com outras vias da cidade, nas quais também há uma “pedra no meio do caminho”. Ele destacou, no entanto, que tem feito contato constante com a concessionária para resolver as pendências.

A reportagem do CL entrou em contato com a Celesc. Fomos informados que o responsável estava em reunião e não foi possível nos atender.

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