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Torres eólicas começam a ser trocadas

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Foto: Gislaine Couto/Divulgação

Desde o segundo semestre de 2019, os aerogeradores que estavam queimados na usina eólica de Bom Jardim da Serra começaram a ser trocados, segundo a empresa Energimp. Trinta equipamentos já foram substituídos e, até fim de fevereiro, 76% das turbinas estarão funcionando. O objetivo é que até maio, as 62 turbinas funcionem normalmente, ou seja, a capacidade total das quatro usinas instaladas no município.

Quinta-feira (23), segundo o diretor geral da Energimp, Márcio Lopes Almeida, cerca de 65% da usina está funcionando e outros equipamentos estão chegando da China para completar o 100%. Ele explica que o problema da usina foi o gerador que queimou, detectado como defeito de fabricação, sendo necessário substituir tudo. No município de Água Doce, a empresa também precisou trocar as turbinas, lá está tudo funcionando. São 86 aerogeradores no município.

O funcionamento completo da usina é muito esperado em Bom Jardim, pois sua falha causa um prejuízo de cerca de R$ 1,5 milhão por ano, segundo informações da prefeitura. A usina foi inaugurada em 2011, após um investimento de R$ 545 milhões. Os 62 aerogeradores possuem 93 megawatts de potência, capacidade suficiente para abastecer 90 mil famílias. Durante a construção da usina eólica, o município arrecadou R$ 2,15 milhões.  

Pressão do governo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as usinas da Energimp, em Bom Jardim da Serra, foram fiscalizadas e verificada a indisponibilidade de diversos aerogeradores em virtude, ocasionando déficits de geração expressivos em relação ao esperado. 

Diante do fato, a Aneel exigiu que a Energimp elabore um plano, abrangendo medidas que melhorem os indicadores do parque eólico, viabilizando a redução no deficit de geração identificado. A empresa apresentou para a Aneel um plano de melhoria, com conclusão dos serviços previsto para maio de 2020.

Futuro

A energia eólica alcançou a marca de 15 gigawatts (GW) em capacidade instalada, passando a ocupar o segundo lugar em relevância na matriz elétrica brasileira, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Há 601 parques eólicos, com sete mil aerogeradores, espalhados em 12 estados.      

 

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