Política

“Sou candidato a reeleição e tenho muita lenha para queimar”, afirma Ceron

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Ceron fez um apanhado de todos os setores e analisou o que foi feito - Foto: Bega Godóy

Como em todos os anos, o prefeito de Lages Antonio Ceron fez um pronunciamento na retomada dos trabalhos, após o recesso de fim de ano dos parlamentares. O ato aconteceu na Câmara de Vereadores, na noite desta terça-feira (4).

A Lei Orgânica prevê, que em todo início de sessão legislativa, o Executivo remeta à Câmara de Vereadores a mensagem anual. O discurso, com casa cheia, durou 54 minutos. 

O prefeito fez um apanhado de todos os setores e analisou o que foi feito por meio de uma retrospectiva, além de pontuar as prioridades para 2020. Frisou que é importante ajustar os plano de ações ao plano de governo.

“Obedecendo o que foi discutido com a sociedade e aprovado nas urnas; tanto que 85% deste plano já foi executado e, até o final do ano, queremos, senão na totalidade, realizar perto de 100% do programado”, disse Ceron.  

Mencionou algumas ações que, segundo ele, nem faziam parte do seu plano de governo, mas estava incluso rever todas as obras e projetos parados ou inacabados. Nesse sentido citou os projetos Complexo Araucária, Ponte Grande, Mercado Público, Revitalização do Centro, a UPA, creche do Bela Vista, entre outras obras.

Dentre as obras prometidas no seu governo, falou da construção de unidade de saúde do Vila Mariza, Vila Nova (entregue a ordem de serviço), do Universitário e a creche do Santa Helena (em processo licitatório). 

No que se refere aos projetos encaminhados aos Legislativo, Ceron mencionou o comércio de ambulantes. Para ele, é essencial que esse projeto seja discutido amplamente para que se encontre a melhor normativa.

Entretanto, lembrou que poderia ter feito isso por decreto, assim como aconteceu na capital do estado. Falou do programa Qualifica Melhor, o qual qualificou mais de 2.500 pessoas, hoje aptas para ocupar vagas disponibilizadas.    

Chamou de ‘demonstração de virada na área econômica’, na qual Lages está vivendo o licenciamento de seis loteamentos novos e outros 12 em processo de autorização. Também se orgulha de ter começado a pavimentação de ruas, dos cortes dos cargos comissionados, e de secretarias.

Ainda destacou a demissão de contratados sem processo seletivo e sem concurso, a reversão de terrenos doados e que não foram ocupados, o que viabilizou a cessão de uso para 35 empresas, maioria lageana, atuarem aqui.

Outra ação é a duplicação das marginais da BR-116, no perímetro urbano de Lages. “Pagamos 19 milhões de precatórios e ao LagesPrevi 52 milhões, débitos do passado [gestões anteriores]”, salientou.

Correio Lageano: É de praxe os eleitores olharem desconfiados, quando em ano de eleição, projetos ressuscitando e obras em andamento?

Antonio Ceron: Fico feliz porque as grandes críticas que recebo é porque estou fazendo e não porque não faço. É um processo natural. Libero uma ordem de serviço hoje, amanhã já tem alguém perguntando porque a obra não começou. Mas essas críticas têm cunho político eleitoral. Um pretendente a prefeito começa a dizer que o Ceron não fez nada e aí por diante.

O senhor é candidato a reeleição?

Lages está como está porque houve bastante trabalho. Alguém vai mostrar para a comunidade e defender que essa gestão é modelo. Convidei o Lio Marin, um lageano sério e competente para disputar a eleição. Estamos conversando. Não tenho apego ao cargo de prefeito e alguém tem que me suceder e continuar o bom momento que a cidade está vivendo. Estou conversando com os partidos aliados, falei com profissionais liberais e estou disposto a concorrer a reeleição neste ano. Aventureiros não vão ganhar eleição aqui, não sob a minha conivência. Sou candidato e tenho muita lenha para queimar.

Além do projeto de lei do comércio de ambulante, o Executivo tem outro projeto que espera a votação e aprovação?

Sim e polêmico. Vou encaminhar para o legislativo a reforma da previdência do município. Um assunto que tem que ser tratado com muita responsabilidade. O cálculo é que no Instituto de Previdência de Lages há uma furo de R$ 1 bilhão. Mas Lages tem que resolver esse problema.

O secretário da Habitação, Samuel Ramos, já anunciou que vai deixar o PSD. Como o senhor vê essa decisão? Há nomes para o lugar dele?

Ele sempre foi um bela liderança e se saiu muito bem na secretaria. Ele imagina que dentro do PSD seu projetos não têm condições de ser realizados. Falei para ele não queimar etapas se quiser ter um futuro político brilhante, mas preciso respeitar a decisão dele. De acordo com o calendário político, quem ocupa cargo comissionado e quer se candidatar tem de se desincompatibilizar até 4 de abril, e outras, 90 dias antes das eleições, dependendo do cargo. Por isso, terei de fazer algumas mudanças. Sobre o cargo do Samuel tenho uns 10 nomes e vou anunciar no tempo devido.

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