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Só neste ano já foram notificados 170 casos de sífilis

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Foto: Patrícia Vieira

É preocupante o número de infectados de sífilis na Serra Catarinense. Para se ter ideia, só este ano foram notificados 170 novos casos, enquanto que no ano passado foram registrados 316 casos da doença. A informação é do gerente Regional de Saúde, Aloisio Piroli.

A doença infecciosa, sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum altamente patogênica, não escolhe gênero, idade ou classe social. Se não tratada, pode comprometer o sistema nervoso central e o cardiovascular, além de órgãos como olhos, pele e ossos do paciente. Também pode levar à morte.

Conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), o número de pessoas infectadas em Santa Catarina tem crescido ao longo dos anos, o que vem preocupando as autoridades de saúde. Uma das formas mais preocupantes da infecção, é os casos de sífilis congênita (bebês que pegam das mães). “Pode provocar aborto ou graves problemas para a criança como cegueira, surdez, retardo mental e deformidades físicas”, esclarece o gerente.

Piroli afirma que, neste ano, houve registro de óbito de mãe e filho em decorrência da doença. O alerta é para que as pessoas previnam-se para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, entre elas: a sífilis.  

Além disso, as pessoas precisam fazer o teste que está disponível nas unidades de saúde de forma gratuita. Inclusive as gestantes, se detectada durante o pré natal, deverá ser tratada para evitar a passagem para o feto. Também é fundamental que o parceiro da gestante diagnosticada com a doença seja testado e tratado, para evitar que ocorra reinfecção durante a gravidez, e também que seja usado o preservativo, preferencialmente durante toda a gestação.

Resistência

A falta de tratamento adequado dos casos de sífilis em gestantes pode estar associado ao parceiro. De acordo com o gerente regional, a sífilis congênita é um problema de saúde pública, e que há muita resistência por parte dos pacientes, por se tornar um conflito familiar. “Na maioria dos casos é por medo. Se a pessoa descobre que tem a doença,  precisaria saber com o seu parceiro ou parceira de onde teria vindo a doença. O que normalmente não acontece. Muitos pacientes, para evitar problemas mais sérios na relação, não fazem tratamento adequado” explica.

 

Recomendação

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a doença, principalmente gestantes, mulheres que estão planejando engravidar e seus parceiros, pelo risco de causar a sífilis congênita. Mesmo que uma pessoa não apresente sintomas, pode ser portadora da doença. O teste rápido é uma das formas de identificar se uma pessoa foi infectada. O teste pode ser realizado em qualquer unidade básica de saúde e o resultado sai em até 30 minutos.

Formas de transmissão

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto.

Prevenção

O uso correto e regular de preservativo feminino ou masculino. O acompanhamento das gestantes e parceiras sexuais durante o pré-natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita.

Tratamento

A penicilina é considerada o medicamento eficaz para tratamento da sífilis, em qualquer fase da doença e está disponível à população nas Unidades Básicas de Saúde. No caso das gestantes, é importante que o tratamento se inicie, pelo menos, 30 dias antes do parto para que o bebê nasça saudável.

Fonte: http://www.dive.sc.gov.br/sifilis/

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