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Serra do Rio do Rastro: Interdição atrapalha desenvolvimento da região

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Foto: Andressa Ramos

Não é apenas o tráfego de veículos que é prejudicado com a interdição da Serra do Rio do Rastro, que aconteceu na segunda (04) e permanece até hoje (07). Setor hoteleiro, restaurantes e de transportes, precisou se adaptar ao fechamento da estrada. Todos os dias, a Defesa Civil e Deinfra realizam reuniões para definir os próximos passos para a rodovia.

A empresa Nevatur, que faz viagens diárias de passageiros pela estrada com a saída de Lages, tem realizado o trajeto até Bom Jardim da Serra. Os passageiros que tem a intenção de ir até Criciúma, precisam optar por outro tipo de transporte. A procura é bastante e a empresa não sabe quando o serviço se normalizará.

A empresa Reunidas possuí dois ônibus diários pela rodovia. Por causa da interdição, foi necessário mudar a rota. Agora o trajeto é pela BR-282, que é mais demorado. Além disso, os passageiros que embarcariam em São Joaquim e outras cidades da Serra, não tem como utilizar do serviço. A previsão é que a mudança permaneça até o dia 14/02, mas se a rodovia for reaberta antes, o serviço volta ao normal.

Nos pontos turísticos à beira da Serra do Rio do Rastro, como o mirante e os restaurantes, o movimento diminuiu significativamente. De acordo com o gerente do site Serra do Rio do Rastro ao vivo, Ednaldo Fontanella, os empresários revelaram que 85% do fluxo de pessoas caiu, desde a interdição. “As pessoas não querem só passar pelo mirante, querem descer e subir a rodovia também”, ressalta.

Recuperação 

O Governo do Estado informa que na manhã de terça-feira (6), engenheiros da Secretaria da Infraestrutura e do Deinfra realizaram avaliação da SC-390, na Serra do Rio do Rastro. Durante a vistoria foi constatado que a pista de rolamento e estruturas auxiliares permanecem estáveis, mas é necessário realizar a remoção de detritos e nivelamento de pista em um ponto. Com base neste quadro, a Serra permanece interditada até que estes serviços sejam concluídos.

Por meio da Secretaria de Estado da Fazenda foi disponibilizado o recurso para realizar o serviço emergencial, no valor de R$ 200 mil, possibilitando o início dos trabalhos nesta quinta-feira (7). A previsão é de que os serviços sejam finalizados até o fim desta semana.

Após a conclusão dos trabalhos, o trânsito na Serra do Rio do Rastro será liberado para automóveis de passeio, ônibus e caminhões de um eixo com até seis (6) toneladas. Em caso de chuva forte a rodovia deverá ser interditada.

Ainda na quarta-feira ()6 uma nova vistoria foi realizada pela equipe técnica da SDC na SC-370, Serra do Corvo Branco. O objetivo foi verificar se as ações necessárias para a liberação da via foram realizadas.

Foi constatado que ainda faltam a instalação de sinalização específica no trecho da serra e de defensas metálicas nas áreas onde ocorreram escorregamentos e o estreitamento da pista de rolamento. Desta a forma a Serra do Corvo Branco (Urubici) também permanece interditada.

O Deinfra, por meio da superintendência Planalto, está confeccionando o material para sinalização e as defensas metálicas que serão instaladas no início da próxima semana.

Quando as pendências forem sanadas o trânsito deverá ser liberado também com restrições. O Governo do Estado de Santa Catarina reforça que todas as medidas adotadas têm o objetivo de resguardar vidas e garantir a segurança dos usuários das vias.

A interdição aconteceu após um monitoramento de rotina realizado pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) na segunda-feira (04). Nele foi constatado que evolução de rachaduras na pista de rolamento. Da mesma forma, uma mureta de proteção lateral e a encosta, abaixo dela, ameaçam cair sobre a pista inferior.

Foram liberados R$ 19 milhões

Depois de vários deslizamentos, alguns até atingiram veículos, o Governo do Estado conseguiu a liberação de R$ 19 milhões junto ao Governo Federal. Os recursos serão utilizados para obras de contenção de encostas. Em outubro de 2018 a Defesa Civil informou que o projeto foi feito pelo Deinfra e Defesa Civil e aprovado no Ministério da Integração, em Brasília.

O edital de licitação deveria ser lançado em breve e que as obras deveriam durar até um ano e meio. Não há prazo para a obra começar pois durante o edital de licitação, alguma empresa que perder o processo pode recorrer. Estão mapeados 22 pontos que passarão por obras que visam a contenção da Serra.

“A durabilidade da obra é de longuíssimo prazo, não sabemos se será preciso manutenção, quem vai apresentar isso é a empresa que vencerá a licitação”, explicou na época o coordenador regional da Defesa Civil, em Criciúma, Rosinei da Silveira.

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