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Sem chuva, situação é crítica em São Joaquim

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Nível do Rio Antonina não tem sido suficiente para a vazão de água na Casan Foto: Divulgação

Ainda não está faltando água nas torneiras, mas a Casan, além de tomar medidas emergenciais, pede que a população de São Joaquim economize, já que a situação é de escassez. O Rio Antonina que abastece a cidade, está praticamente seco e em função da safra de maçã a população está maior, ampliando também o consumo.
O chefe da agência da Casan no município, Luiz Carlos do Amaral, explica que duas medidas foram tomadas para garantir o abastecimento da cidade. A primeira foi a transposição de reservatórios e a segunda será a perfuração de dois poços artesianos. “A transposição de reservatório é feita com a água de bacias existentes dentro do rio. Fizemos a transposição de um reservatório que fica a 10 quilômetros do ponto de captação. Também incrementamos outro reservatório, com a mesma função, jogando água para dentro do rio para ganhar mais vazão.” É que o nível do rio baixou muito, formando espécies de lagos ou bacias. A Casan drena esses locais fazendo a água retornar para o leito até a estação de captação.
Um dos poços, com 300 metros de profundidade, deve ser perfurado a partir da semana que vem. O segundo está em processo de aprovação dos documentos, pois será implantado em área do Aquífero Guarani.

Barragem_ Luiz comenta que existem vários tipo de barragens para a captação de água dos rios. “Em alguns rios, as barragens são de tubulação, feitas para acumular água. E em pequenos rios a barragem é só de nível. Ela é elevada o suficiente apenas para que a tubulação possa captar a água. Esse modelo é o que temos no município. Aqui nós trabalhamos em cima da vazão do manancial e, no momento, a vazão está muito pequena por conta de estiagem”, lamenta o chefe da agência da Casan.

População deve colaborar

Santa Catarina tem 2.992 produtores de maçã. A região de São Joaquim é responsável por cerca de 75% de toda a produção estadual, ou seja, o número de habitantes na cidade aumenta no período da colheita, o que consequentemente aumenta o consumo da água. Por esse motivo a Casan não decretou racionamento, o que poderia prejudicar a economia do município.
“Nesta época do ano, a cidade está com uma população extra. Racionamento seria a medida a ser tomada. Com a transposição de reservatórios mantemos o volume da manancial do rio. A população está alerta desde o carnaval sobre a situação de escassez. Também estamos anunciando na mídia pedindo a colaboração de todos”, comenta Luiz.

Projeto para o futuro

Apenas o Rio Antonina não supre a demanda da cidade e, com o crescimento do município ao longo dos anos, a ideia é implantar uma nova captação de água e uma nova estação de tratamento no Rio Rondinha.
“Estamos com esse projeto praticamente pronto para ampliar a distribuição de água. A vazão que temos do Rio Antonina é 51 L/s (Litros por segundo) e com a implantação do nova manancial vai ser de 80 a 100 L/s, o que será ótimo para a cidade”, conclui Luiz Carlos do Amaral,.

Somente a chuva pode recuperar os rios

Para o Rio Antonina voltar ao seu estado normal é preciso que chova. Diversos rios da Serra Catarinense estão na mesma situação. Devido a escassez, Anita Garibaldi e Cerro Negro, que ficam na Região dos Lagos, também decretaram situação de emergência. Os governos municipais estimam que, na agricultura, as perdas chegam a 50%.
A previsão da Epagri/Ciram não é boa. Boletim com a previsão estendida para os próximos meses aponta chuva abaixo da média histórica para toda a região.

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