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Retomada da confiança já é percebida na indústria

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Foto: Divulgação

Há poucos dias para 2019, a indústria enxerga com expectativa positiva o próximo ano. Desde a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República e Carlos Moisés para o Governo de Santa Catarina, os ânimos aumentaram e empresários estão bastante positivos, esperando uma melhora na economia brasileira.

O vice-presidente para assuntos da Serra Catarinense da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Israel Marcon, explica que a indústria está bastante otimista e já é possível perceber uma melhora na confiança no setor.

Nos últimos anos, segundo ele, a indústria tem vivido um retrocesso e, em 2018, não foi diferente. Houve turbulências e espera-se que a partir do próximo ano, a situação comece a melhorar. Entretanto, isso não acontecerá rapidamente e a expectativa é que o setor volte aos moldes de 2013/2014, num período de quatro anos.

Com a retomada da confiança é possível perceber um aumento nos investimentos. “Há sinais de que o Estado tem que ser mais enxuto”, ressalta. Sobre as escolhas de novos ministros e equipes, Israel acrescenta que até o momento, as opções têm sido positivas.

Ele analisa que, já que os eleitos se elegeram com o discurso de fazer nova política, que enxugariam ministérios e nomeariam pessoas baseados em suas trajetórias profissionais. “Antes era uma política de toma lá, dá cá, e eles falaram em acabar com isso, só porque havia apoio nas campanhas. Temos percebido que a maioria está de acordo com isso”, ressalta Israel.

Para a indústria, as necessidades são as mesmas há algum tempo e mesmo assim, ainda não foram supridas. Um exemplo é a infraestrutura e a qualidade das estradas. Segundo Israel, investimentos são perdidos por causa disso. Ele cita, também, as questões de fornecimento e oscilação de energia elétrica e as barreiras burocráticas no Brasil.

Cortes no Sistema S eram esperados

O futuro ministro da economia, Paulo Guedes, defendeu na segunda- feira (17), no Rio de Janeiro, cortes no “Sistema S”, de entidades como Sesi, Senai e Sesc, entre outros. Segundo ele, o corte pode chegar a 50% dos recursos.

Israel, como vice-presidente da Fiesc na Serra Catarinense, ressalta que Guedes possui uma ideia errada sobre os recursos repassados para o sistema, como se as entidades patronais utilizassem destes recursos. “É preciso fazer o dever de casa e sempre realizamos aquilo que é concebido”, acrescenta. Ele ainda diz que é preciso olhar para o que é feito por essas entidades.

Os cortes já eram esperados e os recursos serão aplicados naquilo que é necessário. “Com isso, pode haver redução de cursos profissionalizantes e sabemos a importância deles para a formação de profissionais”, ressalta.

“É preciso dar espaço para Moisés” diz Israel

A eleição do bombeiro militar aposentado, Carlos Moisés (PSL), pegou muitos de surpresa. Para Israel Marcon, o governador diplomado seria a personificação da revolta política. Entretanto, é uma incógnita, mas entendimento na estrutura do Estado e a necessidade por mudanças.

“Como administrador, ele tem experiência e queremos crer que fará um bom governo”, ressalta. Mas Israel afirma que é preciso dar espaço para Carlos Moisés, um período de seis meses, para que possa ser analisado o seu trabalho no governo.  

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