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Reciclagem: 5 formas de ganhar dinheiro e ajudar o meio ambiente

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Foto: Divulgação

O mundo tem um problema extremamente urgente para resolver: a produção de lixo gerado pelas atividades humanas e seus profundos impactos ao meio ambiente. De acordo com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), estamos produzindo cerca de 2 bilhões de toneladas de lixo a cada ano.

Isso significa que precisaríamos dispor de 70% de outro planeta Terra para nos abastecer de recursos naturais e absorver tamanha quantidade de resíduos sólidos. Além de repensarmos nossos hábitos consumo: reduzir, reutilizar e reciclar todo e qualquer material possível.

Além dos benefícios para o meio ambiente, a reciclagem também traz uma série de benefícios sociais, gerando demanda para catadores e cooperativas, e ainda pode se tornar uma forma de renda para residências empresas. Nessa via de mão dupla, ganha a natureza e quem procura rendimentos extras. Veja como.

Catando latinhas

Por apresentar um valor de mercado razoável, a reciclagem de latinhas de alumínio chega a 98% do material produzido, movimento cerca de R$ 845 milhões por ano em nossa economia, segundo dados da Abralatas. Esse material pode ser facilmente comercializado nos ferros-velhos e render entre R$ 2,10 a R$ 3,50 por quilo, dependendo da região.

Livrando a natureza dos plásticos

Um dos maiores vilões da poluição dos solos e dos mares, os diferentes tipos de plásticos levam muito tempo para se decompor na natureza, podendo demorar até 450 anos para se desintegrar. Em vista da nossa grande dependência por este composto sintético, o ideal é reduzir ao máximo seu consumo e sempre destiná-lo a coleta seletiva e reciclagem. O preço do PET por chegar a R$ 1,40 nos centros de tratamento.

Resíduos sólidos industriais

Há uma verdadeira infinidade de resíduos sólidos gerados durante processos industriais. Tanto que há uma legislação apropriada para o trato destes materiais, a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.350/10), que engloba órgão públicos e aparatos judiciais para fiscalização. Toda empresa deve saber como gerenciar, identificar, segregar e enviar seus resíduos sólidos para o descarte adequado, impedindo seus impactos ao meio ambiente.

Como sempre, o que é lixo para uns, pode ser lucro para outros. A plataforma de gerenciamento de resíduos sólidos, VG Resíduos, faz a ponte entre tratadores certificados e produtores de materiais potencialmente recicláveis, gerando negócios de compra e venda de resíduos sólidos industriais.

O garimpo do lixo eletrônico

Em uma era digitalizada, produzimos uma nova categoria de lixo que é muito poluente e também muito procurada pelo mercado de reciclagem especializado. No lixo eletrônico é possível revender peças e componentes como, por exemplo, uma placa mãe de computador a R$ 10,00. Ainda de acordo com a ONU, até 2016, somente 20% deste tipo de material é reciclado no mundo.

Óleo de cozinha não deve ir para o ralo

Amplamente utilizado nas residências, lanchonetes e restaurantes, o óleo de cozinha gera uma série de impactos profundos ao meio ambiente. Quando despejado nas redes de esgoto, causa entupimentos dos encanamentos.

Chegando à natureza, forma camadas no solo e nas águas que impedem a passagem de luz e de oxigênio, prejudicando a biodiversidade. Um único litro de óleo de cozinha é capaz de poluir até 20 mil litros de água.

A boa notícia é que ele pode ser tratado e reutilizado na produção de sabões, resinas, tintas e até algumas categorias de combustíveis. O litro do óleo de cozinha usado geralmente parte de R$ 1,00 e muitos tratadores fornecem recipiente adequado e realizam sua coleta em domicílios.

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