Economia e Negócios

Queda nas vendas para o Dia das Mães, em Lages, deve chegar a 40%

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Vitrines estão,preparadas para as vendas do Dia das Mães Foto: Adecir Morais

As vendas para o Dia das Mães no Comércio de Lages deverão cair entre 30% a 40% em comparação ao mesmo período do ano passado. A projeção é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

A estimativa de retração do setor na data, considerada a segunda mais importante no calendário varejista brasileiro, é o resultado da crise do novo coronavírus.

O diretor executivo da Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lages, Jhonathan Roberto da Silva, afirma que os comerciantes já estão se organizando para as vendas na data, com promoções e campanhas para alavancar os negócios.

Entretanto, ele prevê muitas dificuldades para o setor, que vem acumulado perdas significativas devido ao coronavírus. “A fase é delicada”, avalia.

Ele aponta que, além das dificuldades por causa da crise, outros fatores contribuem para desestimular as vendas. Pelo protocolo de segurança contra a pandemia, os provadores das lojas têm de estar fechados.

Isto é, o cliente pode entrar no estabelecimento e escolher uma roupa, mas tem de levar para provar em casa.

Jonathan chama de esdrúxula esta determinação do Governo do Estado. Diz que o setor chegou a emitir uma nota de repúdio contra a medida.

“Isso não tem lógica, porque, na loja, o cliente é orientado a usar os itens de higiene, como álcool em gel. Já na casa, ninguém sabe como ele vai manusear a mercadoria ou se vai tocar nela com as mães higienizadas”.

O gerente da Loja Código, Alencar Canello, comenta que, embora o comércio tenha voltado a funcionar há quase um mês, após as medidas de isolamento, o setor vive uma situação de instabilidade.

Segundo ele, o consumo por causa da crise reduziu de 30% a 40%. “A expectativa para o Dia das Mães é grande, mas não tem como a gente fazer uma previsão de vendas, pois a instabilidade está grande”, diz.

CNC prevê queda de quase 60%

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a crise provocada pelo novo coronavírus vai acarretar uma queda histórica do volume de vendas no varejo, no Dia das Mães.

Em comparação com o ano passado, a entidade projeta um encolhimento de 59,2% no faturamento real do setor na data.

Segundo o presidente da entidade, José Roberto Tadros, esta projeção de queda ficou acima das perdas estimadas para a Páscoa (-31,6%).

“O Dia das Mães deste ano ocorrerá em meio ao fechamento de segmentos importantes para a venda de produtos voltados para a data, como vestuário, lojas de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos. 

O ramo de vestuário e calçados é o que apresenta a maior expectativa de encolhimento, com queda de 74,6%, seguido pelas lojas especializadas na venda de móveis e eletrodomésticos, com perda de 66,8%, e pelo segmento de artigos de informática e comunicação, com retração de 62,5%.

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