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Presos os suspeitos de terem atirado em policial e repórter

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Otacílio Costa, 28/06/2010, Correio Lageano

 


Sete meses depois da tentativa de homicídio contra a jornalista Pâmela Renata Marin (26) e o policial militar ambiental Adão Rodrigues Mariano, a Polícia Civil de Otacílio Costa prendeu dois suspeitos da autoria dos disparos. Rafael Palhano e Marcelo Peixer Muniz estão recolhidos na cadeia por força de mandado de prisão temporária.


A prisão deles ocorreu sábado e, segundo o delegado Raphael Barbosa, os suspeitos permanecerão detidos por no mínimo 30 dias, até que possam ser realizadas novas diligências. A prisão temporária pode evoluir para uma preventiva e, sendo assim, aguardarão julgamento por quatro tentativas de homicídio, pois além do policial e da jornalista baleados, o cinegrafista e outro policial estavam na embarcação quando ocorreram os disparos.


Pelo que informou o delegado, a tentativa de homicídio ocorreu dia 28 de novembro do ano passado, por volta das 15 horas, na localidade de Passo do Souza, interior de Otacílio Costa. Os policiais militares ambientais faziam patrulhamento no rio Canoas e a equipe de reportagem os acompanhava. Era época de defeso da pesca. O uso de redes estava proibido.

 

Em determinado momento, foram efetuados pelo menos sete disparos de arma de fogo em direção à embarcação ocupada por policiais e repórteres.


O policial foi alvejado na coxa esquerda e a bala ficou alojada na cintura. A jornalista foi atingida na panturrilha da perna esquerda, depois que o projétil calibre 22 perfurou a parede de alumínio da embarcação. Todos se jogaram para dentro do barco e o policial Antônio Marcos chegou a dar alguns disparos com sua arma, mas sem rumo, pois não viram de onde partiram os primeiros tiros. Os policiais haviam acabado de recolher quatro redes de pesca quando foram atacados.


As investigações do caso nunca pararam e nos últimos 30 dias a Polícia Civil obteve elementos considerados importantes que resultaram na prisão temporária dos investigados. Pelo que antecipou o delegado, os disparos foram feitos por Rafael Palhano. A arma do crime, uma espingarda calibre 22, não foi encontrada. Informações não oficiais indicam que a arma teria sido jogada dentro do rio Canoas, o que tornaria quase impossível sua localização.


O trabalho de investigação que levou aos dois suspeitos foi dirigido pelos agentes Silvio Paim e Paulo Sérgio Ramos, que continuam trabalhando para concluir o inquérito policial e encontrar a materialidade do crime e comprovação da autoria.

 

 

Fotos: Divulgação

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