Economia e Negócios

Pouco movimento de pessoas nas lojas neste feriado

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Pouca circulação de pessoas pelo Calçadão no início da tarde deste feriado de Tiradentes. Crédito: Gislaine Couto

A economia mundial sofreu um revés com a pandemia por novo Coronavírus. A crise não é apenas local. No comércio, as lojas fechadas impactaram muito nas vendas. Agora as empresas tentam correr atrás do prejuízo e neste feriado de Tiradentes, mantiveram as portas abertas.

 

O prefeito de Lages, Antonio Ceron, assinou o Decreto 17.974 que autorizava o funcionamento dos estabelecimentos comerciais das 8h às 18h. No centro de Lages, o movimento de pessoas era fraco no início da tarde. Não se via muitas pessoas pelas lojas ou pelas ruas. Mas conforme a gerente da loja Pittol, Beatriz da Rocha, foi um dia que surpreendeu. “Apesar de poucos clientes, as vendas renderam. Tem dias que tem muito movimento no centro, mas não tem vendas e hoje teve boas vendas”, opina.

Um dos fatores que devem ter contribuído para a baixa circulação de pessoas no centro é a falta de transporte público, que ainda não tem data definida para a volta.

 

Pesquisa da CDL

A Associação Empresarial de Lages realizou em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages, uma pesquisa junto a seus associados para entender quais são as angústias dos empresários.

O levantamento foi realizado entre os dias 31 de março e 12 de abril. Foram obtidas 208 respostas, o que equivale a 10% dos associados da ACIL e CDL.

Os resultados demonstram que apesar de 42,8% das empresas não terem nenhum faturamento desde o dia 18 de março, quando teve início o isolamento, houve poucas demissões no período. A grande maioria das empresas manteve o número de funcionários, poucas deram férias ou reduziram a jornada de trabalho.

De acordo com as respostas recebidas, as maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas são com relação a queda nas vendas, a falta de capital de giro, transporte dos colaboradores, pagamento de impostos e relações trabalhistas.

 

Dificuldades dos empresários

Sobre as dificuldades que as empresas estão enfrentando desde o início da quarentena, 52% responderam que foi a queda nas vendas, 21,37% é capital de giro e falta de crédito, 8,81% tem maior dificuldade no transporte de pessoal e suprimentos, 4,23% respondeu que é o pagamento de impostos, 3,58% são as relações trabalhistas, 3,51% é legislação complexa, 2,6% falta de informação, 1,3% gerenciar a equipe a distância, 1,3% não tem dificuldades no momento, 1,3% reclamou sobre a demora na liberação das empresas para voltar ao trabalho, 1,3% citou a inadimplência, 0,65% tem dificuldade em garantir a prestação dos serviços, 0,65% em manter os alunos em atividade, 0,65% está tentando entender as necessidades das pessoas para oferecer soluções adequadas para o momento e 0,33% falou sobre a dificuldade junto aos bancos para efetuar pagamentos.

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