Coronavírus

Para não fechar, empresas pensam ações a médio prazo

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Sebrae tem acompanhado o impacto da pandemia nos empregos e no faturamento dos negócios em SC Foto: Freepik

 Os impactos na economia provocados pelo isolamento social em Santa Catarina, ainda estão longe de serem integralmente mensurados.

Contudo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) tem feito um acompanhamento diretamente com os empresários, com o objetivo de identificar a evolução do impacto da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus nos empregos e no faturamento dos negócios em Santa Catarina.

No primeiro estudo, apresentado no começo de abril, o Sebrae identificou que cerca de 148 mil pessoas haviam perdido o emprego entre 18 e 31 de março.

Até o fim desta semana, a entidade apresentará o segundo levantamento, que levará em consideração o crescimento da crise após a continuidade do isolamento social.

O gerente regional do Sebrae na Serra Catarinense, Altenir Agostini, avalia que as primeiras semanas foram de apreensão para o mercado, especialmente devido à incerteza provocada pela pandemia.

Um segundo momento, de acordo com a percepção de Altenir, surgiu com a consolidação de que esta situação vai perdurar por tempo indeterminado.

“Muitas empresas tiveram a percepção de se reinventar rapidamente. Por exemplo, os restaurantes que não trabalhavam com delivery, mas passaram a fazer isso; o comércio, que também começou a oferecer produtos a domicílio. Alguns já começaram a tentar se adaptar rapidamente, conforme a natureza da sua atividade”, avalia.

Para ele, como o período de duração dessa pandemia é indeterminado, outras empresas já começaram a fazer um trabalho de reestruturação dos negócios, avaliando a atuação durante e também como será o pós-coronavírus.

“Estamos em um momento em que empresas começam a notar que o impacto não é momentâneo, é muito forte do ponto de vista do faturamento, e aí começam a tomar, agora, decisões sobre como vão conduzir o negócio daqui para frente. Fazem um estudo um pouco maior, levando em consideração um cenário mais negativo. É quando começam as análises de fluxo de caixa, das necessidades financeiras de médio prazo.”

Para Altenir, o momento ainda é de transição, por isso, as empresas dependem muito de auxílio governamental, com políticas públicas, créditos facilitados e juros mais baixos.

Segundo ele, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil devem oferecer, num futuro próximo, mais linhas de crédito aos empresários.

“O Sebrae tem trabalhado fortemente para levar a informação sobre essas linhas de crédito para as empresas e também auxiliá-las, para que aquelas que vão fazer financiamento agora, façam procurando as melhores condições possíveis”, completa.

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