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Os mitos sobre a “doença do gato”

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Foto: Divulgação

Muitas mulheres durante a gravidez se deparam com uma dúvida, eu posso conviver com meu gato? Isso porque, junto a essa convivência vem o medo de ser contaminada com a “doença do gato”. Conhecida popularmente dessa forma, a toxoplasmose é uma doença infecciosa, causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii, transmitida pelo solo, alimentos, água e fezes de animais contaminados, e pode causar graves consequências ao feto, até mesmo o aborto. O gato é responsabilizado pela sua transmissão por ser o animal hospedeiro do toxoplasma. Mas o bichano, leva a culpa maior do que merece.

O cisto da toxoplasmose só é liberado durante as três primeiras semanas de infecção do gato e a contaminação só ocorrerá se a gestante entrar em contato com as fezes contaminadas após 24 horas de sua eliminação.

Sendo assim, teria que coincidir que o gato contraísse a doença durante a gestação de sua dona, que ele defecasse e que a gestante limpasse as fezes apenas um dia depois, para então ter contato com o protozoário.

Desta forma, para conscientizar as famílias sobre o assunto, as veterinárias especializadas em felinos, Eddy de Souza Mengatto (CRMV – SC -8152) e Vanessa Massumi Kaneko (CRMV – SC – 4870) criaram uma campanha nas redes sociais: “Não há motivo para abandonar ou doar seu gato”.

As duas, que atendem em uma clínica veterinária exclusiva para gatos, engravidaram no mesmo período. Amantes dos animais, abordaram o assunto entre elas e questionaram a quantidade de pessoas que se desfazem dos gatos durante a gestação, por medo e falta de conhecimento.

Eddy conta que em sua primeira gestação, o médico que ela consultou disse que as pacientes grávidas não poderiam ter gatos. “Ele comentou comigo: você sabe dos perigos, conhece a doença. E me disse que não poderia continuar me atendendo se eu persistisse no gato. Troquei de médico,” conta.

Segundo elas, o que geralmente acontece na prática, é que as chances de contrair a doença tomando água contaminada, comendo carne vermelha malpassada, salada mal higienizada e usando utensílios contaminados é muito maior do que pelas fezes do gato.

“Os gatos contraem a doença quando se alimentam de carne crua contaminada, na maioria das vezes, roedores. Mas, atualmente, os gatos de estimação se alimentam apenas de ração. Desta forma, não caçam, não contraem a doença,”argumenta Vanessa. Sendo assim, os gatos de dentro de casa não apresentam perigo. E mesmo mantendo contato com animais externamente, basta tomar cuidados com a higiene e a alimentação da gestante.

 

Algumas dicas

Manter o gato dentro de casa, alimentando-o com comida de gato, seca ou enlatada

Limpar a caixa de areia diariamente

Higienizar frutas e legumes que serão consumidos crus

Guardar os alimentos crus separados dos alimentos cozidos, para evitar a contaminação

Usar tábuas e facas diferentes para a carne crua e para frutas e legumes

Em restaurantes, evitar as saladas e não comer carnes malpassadas

Manter as mãos sempre higienizadas, principalmente, depois do contato com a caixa de areia ou com animais desconhecidos

Se cultivar jardins, usar luvas e higienizar as mães depois do término do trabalho

Consumir água potável, filtrada ou mineral

Levar seu animal doméstico ao veterinário para avaliação e acompanhamento

Portanto, cuidando da higiene e da alimentação, manter seu gato durante a gestação só trará mais amor

 

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