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Operação Perda Total prende cinco pessoas em Lages

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Foto: Andressa Ramos

Cinco pessoas foram presas, em Lages, na Serra Catarinense, na Operação Perda Total. Eles eram peritos em furtar, modificar e receptar veículos. O esquema de desmanche e venda de carros começou em 2017, cada um dos envolvidos tinha sua função, inclusive o policial civil, da 2ª Delegacia de Polícia, Marcos José dos Santos, que, por conter informações privilegiadas, modificava o sistema da Polícia Civil com dados falsos para poder mascarar o crime. Além dele estão envolvidos na organização criminosa: César Augusto Correa da Silva, vulgo Guto, Valdori José Madruga, vulgo Pingo, e Magno dos Santos.

Clecir Joel Martins Barbosa, conhecido como Tota, foi preso em setembro do ano passado, pois além de estar envolvido no esquema de desmanche de carro é um dos maiores autores de furto de televisão e tablets em residências em Lages. Osvaldo Conte dos Santos Junior, Bruno Correa e Ademir Socrepa foram ouvidos, liberados, mas já foram denunciados e a juíza Gisele Ribeiro da 3ª vara criminal já recebeu a denúncia.

A Operação “Perda Total” começou em maio de 2018, durante a investigação foram recuperados nove veículos, destes, oito carros foram identificados por meio do trabalho do Instituto Geral de Perícias. Os veículos foram devolvidos aos proprietários. Dois carros ainda não foram resgatados.

A ação para desmantelar a quadrilha começou às 6 horas da manhã desta sexta-feira (25). As armas do policial foram recolhidas, ele foi afastado do cargo e teve bloqueado todos os acessos ao sistema de Segurança Pública. Marcos, por ser policial, será preso, por enquanto, em uma cela no Departamento Estadual de Investigações Criminais, em Florianópolis. Os demais presos foram encaminhados ao Presídio Regional, em Lages. O policial recebeu, como parte do pagamento, um veículo Celta furtado. 

Durante as buscas e apreensões, todo o armamento encontrado foi recolhido, segundo determinação judicial. Na casa de Osvaldo, um dos envolvidos, policiais apreenderam armas longas, munições e o Certificado de Registro, para posse de armas, foi suspenso. Além disso, R$ 31.491,00 foram levados da casa de Osvaldo. Dois dos investigados eram proprietários de oficina e garagem de veículos, por meio destes estabelecimentos eles cometiam os crimes.

O sveículos eram furtados e outros comprados em leilões e comércio de sucatas, para montar um novo carro e então serem vendidos. Um dos membros da quadrilha providenciava a adulteração dos registros e do sinal identificador do veículo para que eles voltassem a rodar depois de vendidos como veículos bons. Quem comprava não identificava a fraude, pois a maioria não passava por vistoria. Compradores dos veículos ou que tiveram carros furtados podem procurar a Polícia Civil para apuração dos fatos.

Trabalharam na Operação, Polícia Civil, DIC, Instituto Geral de Perícias e Gaeco.

 

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