Geral

Novas pendências travam a homologação do Aeroporto Regional

Published

em

Foto: ArquivoCL

O lento processo de homologação do Aeroporto Regional de Correia Pinto, na Serra Catarinense, causou reação do deputado estadual Bruno Souza (Novo). Ele afirma que vistoriou in loco a estrutura e pôde constatar todo o descaso deste processo que se arrasta desde 2015.

Três vistorias já foram realizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para fins de homologação, e o resultado é sempre o mesmo: a constatação de novas não-conformidades no empreendimento.

A construção do Aeroporto Regional, uma obra considerada estratégica para o desenvolvimento da Serra, arrasta-se desde 2002.

Os investimentos já superam R$ 63 milhões, com recursos da União e do Governo do Estado. Atualmente, o local está sendo administrado pela empresa Infraero, que firmou contrato com o Governo do Estado para encaminhar a homologação do empreendimento.

Bruno diz que a última vistoria foi realizada no mês de dezembro do ano passado. Ele teve acesso ao relatório da Anac, o qual aponta 10 não-conformidades que impedem a homologação do empreendimento.

Conforme o parlamentar catarinense, a Infraero garantiu que irá resolver todas as pendências levantadas até o próximo dia 25. Em seguida, uma nova vistoria será agendada.

Para o parlamentar, além da lentidão do processo de homologação, são preocupantes as despesas do aeroporto. “Os catarinenses arcam com R$ 140 mil por mês para a Infraero administrar um aeroporto que nada pousa ou decola.

Se a Infraero é a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, e é ela quem administra o aeroporto, como é que as instalações dos equipamentos não estão atendendo às exigências técnicas da Anac?”, argumenta, salientando que vai apelar ao governador Carlos Moisés, para que sugira ao Ministério da Infraestrutura a privatização do empreendimento. 

Marcius sugere a instalação de uma CPI

O deputado estadual Marcius Machado (PL) também se manifestou sobre o descaso envolvendo o aeroporto em questão.

Ele revelou que não está descartada a possibilidade de a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (CPI) instalar uma Comissão Parlamentar (CPI) para investigar as razões da demora da conclusão do processo de homologação.

“Assim que a Assembleia retomar os trabalhos legislativos, vamos marcar uma reunião com o secretário de Infraestrutura do Estado, Carlos Hassler, para solicitar o apoio dele para que possamos agilizar a homologação.

Vamos apurar a situação, fazer pedido de informação e, se identificarmos algo obscuro, vamos levar o caso ao Ministério Público e até propor uma CPI para verificar o que está acontecendo. Não podemos mais aceitar esse descaso”, declara Marcius.

O que diz a Infraero

Em nota de sua assessoria de imprensa, a Infraero esclareceu que, muito embora o último relatório da Anac tenha sido recebido em dezembro de 2019, seis das dez novas pendências apontadas já estavam resolvidas antes mesmo do final do mês passado, e as demais serão concluídas até o próximo dia 30 de janeiro.

“A certificação de um aeroporto é complexa e faseada, no entanto, a Infraero ressalta que vem trabalhando de maneira contínua para realizar todas as adequações necessárias à operação do terminal catarinense, de acordo com os mais elevados critérios de segurança, estabelecidos pelo órgão regulador”, declarou. 

O que diz a Anac

Também em nota, a Anac esclareceu que sobre a inspeção realizada em dezembro do ano passado, a Agência encaminhou ofício ao operador aeroportuário indicando as correções necessárias para dar continuidade ao processo de inscrição cadastral do local.

No momento, o órgão aguarda que as pendências sejam sanadas para que o local seja registrado e, posteriormente, aberto ao tráfego aéreo.

“Cabe destacar que a Anac atua para garantir que as operações aéreas sejam realizadas seguindo os mais altos padrões técnicos de segurança da aviação civil internacional.

Deste modo, a Agência não economiza esforços para que os agentes aeroportuários sigam rigorosamente as regras previstas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 154. Ressalta-se, ainda, que as visitas técnicas realizadas por profissionais da Agência não geram encargo financeiro ao solicitante.”

Inconformidades apontadas na última vistoria

  • Implantação de sinalização horizontal de borda de pista de pouso e decolagem
  • Revitalização da sinalização horizontal de faixa lateral de pista de táxi
  • Nivelamento da faixa preparada da pista de pouso e decolagem
  • Adequação da extensão de luzes de borda de pista de pouso e decolagem
  • Remoção de objetos (pregos) nas bordas da pista de táxi
  • Adequação da sinalização horizontal de posição de espera de pista de pouso e decolagem
  • Adequação de trinca longitudinal existente na superfície da pista de táxi de pátio
  • Adequação do acostamento não pavimentado da pista de táxi
  • Adequação da sinalização horizontal de posição de estacionamento de aeronaves
  • Adequação da altura instalada das sinalizações verticais de saída de pista
1 Comentário

1 Comentário

  1. Claudio Lemes Louzada

    12/01/2020 at 09:49

    Como é época de eleição, o que mais aparece espontaneamente são pais e padrinhos de aeroportos. Ao todo, penso que temos umas 50 pessoas na região que logo ficarão inativas por mais 4 anos.
    Acho que ando chato e repetitivo em meus comentários. Esse aeroporto foi construído por quem nunca projetou aeroportos e nunca conheceu os manuais internacionais de gabaritos de construção da ICAO, International Civil Aviation Organization. Correia Pinto sofrerá ainda mais com sua pista curta de 1.600m, rádio farol NDB para navegação com tecnologia de 1920 e não o GPS ou ILS, balizamento noturno de alta voltagem e não de LED e energia solar como empregado em construções modernas etc. etc. Enfim, agora é conserto em cima de conserto para melhorar a obra.

    Mas, os melhores exemplos de pistas regionais dos últimos 08 meses são:
    Obra de aumento da pista em Porto Seguro-BAHIA, de 2.000m para 2.300 metros (2.300 x 45m), inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista-BAHIA 2.200 x 45 e resistência para 90 toneladas, Jericoacoara-CEARÁ 2.200 x 45m e 95 toneladas e também em processo de se tornar internacional. Em projeto Maragogi-ALAGOAS 2.200 x 45m 95 toneladas. Esses aeroportos ou pistas podem receber sem nenhuma restrição operacional todas as versões do Airbus A320-NEO e Boeing B737-MAX de 175 a 230 passageiros. Pelo viés do modal em Santa Catarina…….esquece……Saudações,

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto:
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto: