Segurança

“Não basta prender, tem que prender bem”, disse delegado da unidade especializada da DIC

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Foto: Bega Godóy

Raphael Barboza de 39 anos vai assumir o recém-criado setor de homicídios da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Lages. Por enquanto, ele acumula a função como responsável da DIC, que seria do delegado Davyd de Oliveira, até Girardi terminar suas férias que estavam programadas. Raphael começou a carreira na Polícia Civil há 16 anos. O lageano ficou por cinco anos exercendo a função de investigador em diferentes cidades da Serra Catarinense. 

Em Campo Belo do Sul, no ano de 2018, iniciou a carreira com delegado, após seis meses foi removido para Correia Pinto onde permaneceu por igual período. Em Otacílio Costa, realizou os trabalhos por mais de oito anos, envolvendo-se em investigações de diferentes crimes, como homicídio, chacina e abigeato dentre outros. Depois de Otacílio, atuou na coordenação da Central de Polícia de Lages, por aproximadamente 11 meses, até que recebeu promoção para responder pela Delegacia de São Joaquim, onde ficou por um ano e oito meses. O convite para ficar à frente do Departamento de Homicídios partiu do delegado regional Fabiano Henrique Schmitt, e Barboza está respondendo pela unidade especializada desde 6 de janeiro e sem data de gestão determinada.

Mesmo reconhecendo que a unidade tem bons índices de resolutividade de crimes de homicídio (90%, sendo que a Europa atinge 70% de resolução), Raphael observa que a cidade está se expandindo economicamente e a população crescendo, por essa razão tem de se pensar estrategicamente numa unidade especializada, até pelas ocorrências que vem acontecendo. Para isso, precisa se especializar em assuntos relacionados aqueles contra a vida, para manter a segurança dando ganho a comunidade. 

O delegado falou da Lei de Abuso de Autoridade, que entrou em vigor este ano, cuja orientação acabou tolhendo a divulgação de muitas informações. Também disse que, aos poucos, os ponteiros vão se acertando e as resposta serão dadas a comunidade. Alertou  ainda que a criação da unidade especializada não significa defasagem de pessoal. “Vamos continuar atendendo mais e melhor a comunidade”. São uma equipe de 11 policiais, que se revezam nos plantões e rotinas diárias composta por nove agentes, um delegado e um escrivão. Apesar de se sentir à vontade e capacitado para chefiar um setor, Raphael é muito reservado, sucinto e econômico nas respostas e optou por não ser fotografado. 

O que a comunidade vai ganhar com esse setor?

Vai ter um ganho enorme. Eu continuo no setor de homicídios, partilhando as atividade inerentes a unidade, como tráfico de drogas, crimes de organizações, contra a vida, entre tantos de atribuição da Polícia Civil com o meu colega Girardi. A ideia encampada pela chefia da Polícia Civil em implantar esse setor especializado trará um ganho a mais para comunidade no que se refere aos crimes letais, muitos deles hediondos, trazendo uma pronta-resposta rápida, importante paras as família e comunidade. São crimes que chocam a comunidade. Iniciamos algumas investigações há pouco tempo e procuramos fazer um bom trabalho para garantir a segurança das cidades abrangentes

O que é fazer um trabalho bem feito?

Não basta prender. Tem que prender bem. Reunir bastante elementos de convicção apurando as circunstâncias e motivação para que chegue ao poder judiciário um produto bem elaborado e que haja um processo-crime responsabilizando, de fato, os autores.

O senhor se sente capaz para assumir o setor?

Trabalhei em equipe, em conjunto com outras cidade serranas. Foram várias atividades envolvendo questões delicadas. Desmembramos alguns casos delicados aqui em Lages. Tenho o compromisso de fazer um bom trabalho e o melhor possível para manter essa excelência. Estou trabalhando com todas as frentes e dando maior atenção para casos em razão destes meses de dezembro e janeiro, os quais não posso adiantar informações, pois são episódios que estamos dando prioridade e são casos dentro do homicídio.

Saiba mais

  • A regional de Lages composta por 16 municípios tem índice de resolutividade de crimes em 90%
  • Comparados a números da Europa, a regional supera o índice de 70% daqueles países
  • Nos últimos 10 anos, em toda a regional aconteceram 348 crimes, dentre homicídios, latrocínios e feminicídios. Desses, 33 estão sem identificação de autoria

 

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