Coronavírus

Na quarentena, utilização de internet aumenta 40%

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Foto: Marcela Ramos

Na tentativa de evitar a disseminação do novo coronavírus, os governos de diversos estados do Brasil anunciaram medidas drásticas de restrição e isolamento.

Consequentemente, as pessoas passam mais tempo dentro de suas casas. Para minimizar o isolamento, além de proporcionar diversos tipos de entretenimento, a tecnologia tem unido conhecidos e até desconhecidos durante a quarentena. E a consequência disso foi o aumento da utilização da internet. 

O consumo da internet antes da pandemia era maior a noite, das 19h às 23h. Agora, esse consumo está cerca de 40% acima do pico noturno durante todo o dia. Esse comportamento vem acontecendo em outros países em que o isolamento social foi decretado. 

Conforme a assessoria da empresa de telecomunicações Unifique, as  redes empresariais consomem menos. Porém, por meio do trabalho home office (trabalho em casa), as pessoas visualizam vídeos e redes sociais, o que acaba aumentando o consumo de internet. 

“Existe o risco de sobrecarga. Não só da Unifique, mas de uma maneira geral, justamente pela maior demanda. A Unifique, até o momento, está operando 100% de sua rede. Porém, mesmo assim, alguns usuários podem notar lentidão em suas redes em casa. Não somente o home office, mas plataformas de lazer, como streamings e jogos, também colaboram para o aumento de tráfego”, explica a assessoria. 

Os funcionários trabalham por meio remoto, segundo o diretor de mercado da Unifique, Jair Francisco, a maior demanda de rede já é sentida pela operadora neste período de medidas restritivas, onde o home office se tornou obrigatório à maior parte da população.

“Assim como todas atividades de primeira necessidade ou essenciais, o setor telecomunicação não é diferente. A comunicação, principalmente a internet, facilita a situação de quem está em casa, seja através da possibilidade de trabalho remoto, se comunicar com amigos e familiares e até mesmo para lazer”, explica o diretor de mercado.

Francisco conta que todos os técnicos externos receberam um treinamento com plano de contingência do coronavírus, sendo orientados sobre precaução e higienização ao entrar em atendimentos domiciliares ou empresariais, como fazer o uso de luvas e o descarte correto.

“Orientamos sobre o uso de álcool gel, óculos de acrílico, trajes anti-chamas e até sobre a distância segura no procedimento de assinatura do contrato com o cliente”. 

O atendimento aos clientes permanece normalmente pelo telefone e pelos canais virtuais, como WhatsApp ou e-mail. “Para ajudar nossos clientes neste período de resguardo, estamos disponibilizando a abertura de canais da TV Unifique para todos os assinantes”,conclui o diretor. 

O empresário da MGtek soluções e tecnologia, Thiago Mazuhy Andrade, explica  que muitas empresas estão na busca por se reinventar, e de alguma forma a quarentena deixou isso mais latente.

“A busca pela digitalização de produtos, serviços ou soluções, desde o modo de comercialização como a própria entrega do resultado, já era algo batendo à porta e agora se fez necessário da noite para o dia”, comenta 

Plataforma Correio Lageano 

A plataforma online do Jornal Correio Lageano (clmais.com.br), é um exemplo do aumento de utilização pelos leitores. A editora de Web Cláudia Pavão confirma que o mês de março teve um crescimento do interesse das pessoas pelas redes digitais de informação.

Cláudia também comenta, que com a pandemia e o crescimento da disseminação da desinformação, as chamadas fake news, há uma procura maior por informação de credibilidade. 

“Os veículos de comunicação mais tradicionais foram os que cresceram mais. Aqui na Serra Catarinense, o Correio Lageano comprova esse crescimento. Há 80 anos, levamos informação de credibilidade e com responsabilidade ao povo dessa região.

Exemplo desse crescimento são os números de acesso ao nosso Facebook que, no último mês, teve aumento de 77% nos minutos visualizados, 125% na visualização dos vídeos, e 88,7% nos engajamento.

No Portal CLMais os números também cresceram. Em Janeiro deste ano, por exemplo, tivemos 440.538 visualizações e no mês de março foram 1.178.462 visualizações”, conclui. 

Como é no Brasil

Em três dias de quarentena, provocada pela onda de coronavírus no país, as operadoras de telefonia registraram um aumento médio de 40% no tráfego de internet banda larga fixa de sua rede.

Vivo, Claro, TIM e Oi passaram a atender mais clientes em casa ao longo do dia e verificaram picos de consumo até 15% maiores.

Os picos, normalmente, só ocorrem pela manhã, quando as pessoas estão saindo de casa, e à noite, quando retornam. A preocupação é que atinjam picos entre 150% e 200%, o que provocaria a falência da rede.

Governadores de pelo menos cinco estados (SP, RJ, BA, AM e GO) e do Distrito Federal solicitaram às operadoras conexões mais potentes e exclusivas para que a rede pública e privada de ensino possa restabelecer o ritmo de aulas por meio de videoconferências.

Também pediram às gráficas responsáveis pelo material didático para que criem aplicativos que permitam aos alunos realizarem suas tarefas que serão corrigidas à distância pelos professores.

Iniciativas como essas vão criar mais tráfego nas residências que, de acordo com os técnicos das operadoras, já inverteu.

Normalmente, ao longo do dia, as conexões fixas residenciais operam com uma média de 80% de ociosidade quando pais e filhos estão no trabalho e na escola, respectivamente.

Fonte:  Folha de S. Paulo 

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