Cotidiano

Moradores do Salto Caveiras terão que se acostumar com as algas

A Polícia Militar Ambiental (PMA) analisou a água do Salto Caveiras, em Lages e constatou que a causa da proliferação das algas não é contaminação por agrotóxico. Concluiu ainda que esse fenômeno é cíclico e voltará a aparecer, na mesma época, ano que vem.  A presença da planta aquática preocupa os moradores do entorno do Salto Caveiras, sobretudo, porque em outras ocasiões houve registros de mortes de peixes. 

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Como a vegetação voltou é porque há indicação de alteração na água. Essa é uma constatação e está associada a diferentes fatores, pois há excesso de nutrientes no alagado. Segundo o cabo da PMA, Agostini, essa matéria orgânica pode ser oriunda de esgoto doméstico, detergente, fertilizantes e efluente industrial lançados na água, o que provoca o desenvolvimento das algas. “É difícil saber qual a fonte, mas não foi encontrado  nenhuma situação que configure crime ambiental”, explica o militar. 

Porém foi encontrada uma quantidade de fósforo acima do limite permitido, mas de acordo com Agostino, nenhum parâmetro relacionado ao uso de agrotóxico. “Não é prejudicial diretamente ao ser humano, mas pode interferir na qualidade da água”, explica. Outros fatores que contribuem para o proliferamento de algas é a falta de oxigenação e oscilação da temperatura.

Sem rede coletora

Entre tantas causas possíveis da poluição estão a falta de rede coletora e de tratamento de esgoto. Todos os dias, milhares de litros de esgoto são despejados no rio, sem nenhum tipo de tratamento. Atualmente, 30% da cidade de Lages possui cobertura de esgoto sanitário (rede de captação e tratamento). Com a finalização do Complexo Araucária a cobertura será ampliada para 50%. A previsão de término da obra é para este ano. E com o Complexo Ponte Grande concluído, o percentual passará para 70%, um dos mais altos índices do Brasil.

A Celesc também realiza o controle por meio da retirada manual da vegetação aquática presente no entorno da tomada d’água, que abastece a Pequena Central Hidrelétrica (PCH). Em paralelo, também possui um sistema de log boom (espécie de barreira) que inibe a presença desta vegetação na área mais próxima à tomada d’água.