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Moradores cobram solução para carcaças depositadas em terreno aberto

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Carcaças de veículos e outros ferros velhos depositados no local causam transtornos para os moradores das redondezas Foto: Núbia Garcia

As carcaças de veículos e outros ferros velhos depositados em um terreno aberto no Bairro Jardim Cepar, em Lages, têm provocado incômodo aos moradores das redondezas. Por estarem em um terreno aberto, as carcaças invadem parte da calçada, fazendo com que pedestres precisem caminhar pela rua. Além disso, moradores relatam que a situação tem causado a proliferação de insetos e outros animais.

Joaquim Nunes Zanette mora com a sua família no imóvel, ao lado deste terreno, há quase 20 anos. Segundo ele, o terreno foi transformado em um depósito de carcaças e ferros velhos há cerca de um ano. Desde então, os problemas causados para os moradores têm se agravado.

“A gente encontra aranha e rato dentro de casa por causa disso, já teve até escorpião. Tem água parada nas peças que estão ali e tem carcaça que fica por cima da calçada. Além de tudo isso, à noite tem gente que vem pegar ferro. A gente não consegue ter descanso por causa do barulho que fazem e dos cachorros latindo”, comenta.

Como o terreno não tem recebido manutenção, o mato cresceu e invade as propriedades nos arredores. Há alguns dias, Joaquim cortou o mato que ficava próximo do muro da sua casa, na tentativa de diminuir a proliferação de insetos e outros animais. “Agora está mais limpo, mas isso não resolve o problema, só ameniza um pouquinho, mas está desagradável pra gente morar aqui.”

Os insetos são justamente a maior preocupação do filho de Joaquim, Alexsandro Rosa Zanette. “Toda noite eu e minha esposa quase não dormimos pra ficar cuidando e ver se nenhuma aranha chega perto do nosso filho, que está com dois meses. A gente cuida bastante, porque tem muita aranha dentro de casa e a gente não quer que nosso filho seja picado”, comenta Alexsandro.

Como há muitas peças que invadem a calçada em frente ao terreno, outra preocupação de Alexsandro é quanto às crianças que passam diariamente pela via para ir ou voltar da escola. “As crianças vêm caminhando por aqui, mas precisam sair da calçada e ir pra rua por causa das carcaças. Imagina se vem um carro meio rápido? É muito perigoso.”

 

Bairro tem outros terrenos em situação parecida

Por telefone, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Jardim Cepar, Cláudio Arruda, informou que já denunciou a situação à Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente. O terreno que tem causado transtornos para a família de Joaquim e Alexsandro e outros moradores, fica situado no cruzamento entre a Rua Senador Salgado Filho e a Avenida Ponte Grande. Contudo, Cláudio ressalta que há, ao menos, outros três locais com problemas semelhantes no bairro.

“É um problema de saúde pública. Tem ratazanas que saem dos ferro velhos, invadem os terrenos e as casas. A gente reclama sempre em reunião com o prefeito e com o pessoal do Meio Ambiente, mas única a justificativa é que está no Ministério Público”, conta.

A diretora de Serviços Públicos e Fiscalização da Secretaria municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Marines Roque, informou que o terreno é de propriedade de uma pessoa que tem diversos terrenos em Lages.

Ela informou que esta pessoa já recebeu uma notificação, em 2018, devido ao descarte de carcaças no terreno do cruzamento da Rua Senador Salgado Filho com a Avenida Ponte Grande. O proprietário será novamente notificado e, após o recebimento, tem prazo de 30 dias para atender a demanda. Caso desobedeça a notificação, será multado e, posteriormente, o Ministério Público será acionado.

“O Ministério Público vai fazer as diligências necessárias e, em caso de não atendimento pelo proprietário, chamá-lo e promover um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta]. O papel do fiscal de Serviços Públicos é o procedimento, como está em área privada a responsabilidade de limpeza e retirada são do proprietário, não da prefeitura, que apenas faz o procedimento para cumprimento da lei”, explica Marines.

A reportagem tentou contatar o proprietário do terreno, que foi indicado pela Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, porém, o mesmo não foi localizado.

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