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Moradora se preocupa com atendimento em São Joaquim

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Secretária de Saúde afirma que diversos exames são feitos no hospital - Foto: Adecir Morais/ Arquivo CL

Convivendo com diversas doenças, como reumatismo, diabetes e arritmia, a moradora de São Joaquim, Vera Lúcia Barbosa está preocupada e indignada com a saúde em seu município. Por utilizar os serviços públicos, ela relata que faltam médicos, medicamentos e demoram para ser realizados os agendamentos de exames.

Vera é moradora do Nossa Senhora de Fátima e utiliza o posto de saúde do bairro. Indignada, ressalta que está cansada de nunca ter médico ou remédios disponíveis. Outra preocupação é com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no município que, segundo ela, pode vir a fechar as portas.

“Como farei minhas perícias? Eu não tenho condições de pagar um perito.” Além disso, acrescenta que é sempre preciso vir a Lages para os atendimentos médicos. A morada revela ter reparado que a saúde pública de São Joaquim tem piorado nos últimos anos, mas que em 2018, a situação ficou ainda pior.

A diretora do Hospital de Caridade Coração de Jesus, Agna Mara, explica que o hospital está atendendo sem problemas. São 18 médicos na equipe técnica, de diversas especialidades, inclusive duas psiquiatras.

Estão disponíveis equipamentos para a realização de endoscopia, colonoscopia, exames de coração. Os únicos que são realizados em Lages são os de alto custo, como ressonância e tomografia. São feitos também plantões 24 horas, todos os dias.

A secretária de Saúde do município, Teresinha Gorete Godoi Vieira, explica que nenhuma pessoa fica sem atendimento nas unidades de saúde. Mesmo que não tenha como ser consultado no momento em que chega, é feita uma avaliação antes de o paciente ser liberado.

Sobre a falta de medicamentos, ela explica que a maioria não está em falta, sendo que apenas 8 tipos não foram entregues. Os exames são agendados via Sisreg, um sistema único do SUS, que organiza as filas, sem a possibilidade que haja “furos”.

Um dos problemas, segundo a secretaria, são os faltantes. Como por exemplo nos mutirões de oftalmologia, quando das 40 consultas agendadas, cerca de 10 pessoas não compareceram. Terezinha ainda acrescenta que a Secretaria de Saúde está de portas abertas para receber Vera, para ouvir suas reclamações e tentar resolver o problema.

Sobre o INSS

O gerente do órgão, Luiz Carlos Zanella, explica que dos seis funcionários que atendem hoje na agência, quatro deverão se aposentar até abril. Dessa forma, não há como prever o funcionamento depois desta data.

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