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Máquina destrói canteiro em área “adotada” por família

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Antonio Júnior mostra o lugar onde havia o canteiro de flores Foto: Adecir Morais

Um morador do Bairro Copacabana, em Lages, ficou irritado depois que uma máquina da prefeitura destruiu um canteiro de flores em frente a sua casa, na Avenida Belisário Ramos (Carahá).

Antonio Júnior Valim, de 40 anos, conta que ao menos 20 vasos de flores foram destruídos. Era a família dele quem realizava a manutenção do local. Ele, que tem uma empresa e mora em frente à área “adotada”, se diz indignado com a situação.

Antonio conta que a área foi “adotada” há cinco anos por iniciativa da mãe dele, que faleceu há dois anos. As flores foram plantadas em vasos, e o canteiro ocupava uma área de cerca de 60 metros de extensão ao longo da beira do Rio Carahá.

No local havia várias espécies de flores, como girassóis, além de árvores nativas. A destruição, conta o empresário, ocorreu anteontem, durante o horário do almoço.

“A gente fechou a empresa ao meio dia, saímos para almoçar e, quando voltamos, para nossa surpresa estava tudo destruído. O espaço é público, mas eles deveriam, ao menos, ter avisado que a gente retiraria os vasos, mas não foi o que aconteceu. Arrancaram tudo e deixaram os vasos enterrados. Foi um absurdo o que fizeram, faltou respeito” lamenta Antonio, informando que o pai dele costumava roçar e limpar o local frequentemente.

Segundo o empresário, outros moradores costumavam plantar flores ao longo da beira, mas as plantas também foram danificadas pela máquina da prefeitura. Ele aponta que o fato de os canteiros terem sido destruídos, desestimula os moradores a arborizar e cuidar dos espaços em frente às residências.

Canteiro antes de ser destruído   Foto: Divulgação

Ciclovia_ O engenheiro e diretor do departamento de sinalização de Prefeitura de Lages, Sérgio Todeschini, explicou que a Avenida Carahá passou por limpeza. O local terá melhorias na sinalização e a implantação de ciclovia.

Sérgio disse desconhecer a existência do canteiro em frente à casa de Antônio Júnior. “Se a gente soubesse, teria procurado o morador antes. Ele observou que as árvores nativas que haviam no local não foram danificadas.

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