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Lages está sem vacina pentavalente há um mês

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Camila leva a filha para tomar vacina, mas não encontra a pentavalente, que imuniza a criança contra cinco tipos de doença - Foto: Adecir Morais

A manicure Camila Puerari, de 30 anos, levou a filha, Juliana Puerari Mendes, de dois meses, quinta-feira (19), até a Vigilância Epidemiológica de Lages para tomar a vacina contra rotavírus e pneumonia. A ideia dela era fazer com que a pequena também tomasse a dose da pentavalente, mas acabou não encontrando a medicação. A pentavalente protege a criança contra várias doenças.

Para a mãe de Juliana, o momento é de preocupação e insegurança, porque a criança ainda não fez nenhuma dose da vacina. Por este motivo, ela afirma que vai buscar o plano B para proteger a criança. Em Lages, a reportagem apurou que as clínicas particulares cobram de R$ 270 a R$ 300 pela vacina. “Estou esperando desde o dia 27 do mês passado. Não sei quando a dose vai chegar, então vou procurar a dose em uma clínica particular”, declarou Camila, que reside no Bairro Guarujá. 

Conforme a coordenadora de imunização da Vigilância Epidemiológica de Lages, Juliana Barbosa Vieira, o município registra desabastecimento total da vacina pentavalente há cerca de um mês. O estoque está zerado. O problema atinge  todas as unidades de saúde da cidade. Mensalmente, o município recebe da Regional de Saúde, responsável pela distribuição aos municípios, mil doses para suprir a demanda.

A aplicação da pentavalente faz parte do calendário nacional de imunização e protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus (meningite tipo B). Todas as crianças devem tomar a dose aos dois, quatro e seis meses.

Juliana garante que a criança que deixar de fazer a dose na idade indicada, não sofre nenhum prejuízo. Isso porque as doses atrasadas podem ser feitas até a criança completar seis anos, 11 meses e 29 dias. Ela acredita que o abastecimento volte ao normal apenas no mês de novembro.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) informou que o estado enfrenta problemas de abastecimento da vacina pentavalente desde o mês de abril. Em julho, o estado, que precisa de 28 mil doses para atender à demanda, chegou a receber do Ministério da Saúde apenas 44% da cota.

Ministério da Saúde reprovou lotes

Em nota, o Ministério da Saúde informou que três lotes da vacina foram reprovados em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras da empresa indiana Biologicals E. Limited, antigo fornecedor, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda segundo o ministério, foi solicitada a reposição do fornecimento à OMS. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. As 6,6 milhões de doses compradas começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro.

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