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Lageanos estão engajados em movimento nacional

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Por iniciativa das famílias de pessoas com deficiência, neste sábado (16) acontece no Largo da Catedral Diocesana, a partir da 9h, o Movimento “Eu empurro essa causa”

A finalidade é conseguir, no mínimo, a assinatura de 1% da população brasileira, que serão levadas ao Congresso Nacional. No documento, reivindicações dos familiares para que sejam alterados alguns dos critérios para liberação do BPC Benefício de Prestação Continuada/Loas. E acontece em várias cidades do País.

As famílias querem que seja alterada a Lei e novos amparos contemplados. Pedem que toda pessoa com deficiência se enquadre nas regras do benefício, seja ele de grau elevado ou não. Que seja avaliado em caso de doenças raras a possibilidade do benefício para duas pessoas com deficiência na mesma residência. Caso seja enquadrado na regra da renda, essas famílias, com as duas pessoas com deficiência, receberão o benefício. O valor da renda per capta exigida para que seja aprovado o cadastro da pessoa no recebimento do benefício seja revisado, assim mudaria de 1/4 do salário para três salários mínimos por família, ou seja aumentaria o número de famílias beneficiadas.

Para a lageana, Ana Paula Borges, mãe da Helen Borges Reis  de 15 anos, diagnosticada com autismo moderado com agressividade, é preciso persistência e luta diária. Ela explica que a principal reivindicação é o item 3 descrito acima da renda per capta. “Tendo em vista que muitas famílias têm gastos maiores que o valor de um salário mínimo, quando o benefício é extremamente necessário é mesmo assim é negado devido a renda familiar”, afirma ela que pertence ao grupo de familiares com pessoa com autismo, em Lages.

“O movimento é nacional é para que ouçam a voz de quem achavam que não tinha voz. Há uma petição on-line sendo compartilhada e um abaixo assinado que serão entregues em Brasília ao Congresso para que possam modificar a lei” acrescenta

Como surgiu o movimento

Por meio de um grupo no Facebook “Vida de Mãe Especial”, a criadora Dayane Cruz, de Minas Gerais, percebeu que muitas mães estavam perdendo o benefício. Conhecendo a realidade das famílias, montou um movimento para melhorar a situação. Busca então que as famílias se encaixem nas exigências para receber o benefício do BPB/Loas, tornando-se a coordenadora geral do movimento. Logo um dos membros do grupo, a Elisineia Heringer, também mineira, se juntou ao movimento. Ambas incentivaram e outros coordenadores (líderes) de outras cidades aderiram. A petição em andamento ganhou força e outros interessados surgiram. Algumas modificações da petição foram realizadas e inseridas reivindicações. Foi assim que nasceu o Movimentos Eu empurro essa causa.

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