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Irmã Dulce será canonizada em outubro

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Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

O bispo de Lages, Dom Guilherme Werlang recebeu com alegria a confirmação da canonização da baiana, Irmã Dulce. A primeira santa brasileira da igreja católica. A Irmã Dulce, dos pobres, o anjo bom da Bahia como era conhecida, se chamava Maria Rita e depois recebeu o nome de Dulce quando se tornou religiosa. O Papa Francisco, reconhecendo em nome da igreja católica o segundo milagre comprovado, uma vez que pela ciência não poderia ter cura e a cura aconteceu. Ele se refere aos milagres, o segundo milagre de Irmã Dulce reconhecido pelo Vaticano é de um homem, que morava na Bahia, e foi curado após passar 14 anos cego.“Ela será apresentada ao ser canonizada como modelo de vida de quem segue o Jesus Cristo, de quem vive na radicalidade o Santo Evangelho”, explica o bispo.

O religioso conta que desde jovem, ainda na casa dos pais, ela se dedicava em acolher as pessoas pobres, moradores de rua e doentes. Também os visitava. Quando entrou para o convento das irmãs, ela continuou aprofundando a espiritualidade da caridade e justiça, especialmente com os mais necessitados. Vendo as dificuldades das pessoas, Irmã Dulce pediu à sua superiora para as acolher num antigo galinheiro. Foi autorizada. E a partir dali começaram as obras sociais dela. “Ao ser canonizada, para nós será apresentada como modelo de mulher. Mostrou que uma pessoa nos séculos 20 e 21 pode viver com tamanha radicalidade a ponto de ser reconhecida como santa da igreja”, acrescenta. “Podemos rezar por ela e pedir a sua intercessão junto à Deus em nosso favor”, explica o religioso.

Para o bispo, a canonização da brasileira representa grande ganhos, não só pelos milagres atribuídos a ela, e sim ganhos porque ela nasceu no Brasil, doou a sua vida em favor dos necessitados, dos desvalidos, dando mais dignidade à vida dessas pessoas. “Mostra para nós, neste momento tão difícil da nossa história, que o bem é possível. Os cristãos devem seguir o exemplo dela. Vamos superar as injustiças sociais e até a fome e dar dignidade à vida de muitas pessoas”, orienta.   

Cerimônia

A Irmã Dulce será canonizada no dia 13 de outubro de 2019, em uma celebração presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, em Roma. No dia seguinte à canonização haverá uma missa na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses (Roma), igreja do século XVII. Será a missa da Santíssima trindade agradecendo o dom de Irmã Dulce. E em Salvador, a celebração será na Arena Fonte Nova, no dia 20 de outubro. Além dela, no mesmo dia, durante o Símbolo da Amazônia, serão canonizados outros quatro santos, segundo o Vaticano. Entre eles, está o cardeal inglês, John Henry Newman, um dos principais intelectuais cristãos do século 19.

A canonização de Irmã Dulce será a terceira mais rápida da história (27 anos após seu falecimento), atrás apenas da santificação de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa) e do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte).

Processo de canonização 

  • Dossiê

A Diocese monta um dossiê demonstrando os “sinais de santidade” do candidato

  • Permissão

O material é enviado à Congregação para as Causas dos Santos (CCS), em Roma, que permite o início do processo

  • Virtude heroica

Após análise profunda, a CCS propõe ao Papa assinar um decreto sobre a virtude heroica (que dá o título de venerável)

  • Milagre

Para ser beatificado, o venerável precisa ter um milagre reconhecido. Teólogos e peritos investigam relatos e dão um parecer

  • Beatificação

Se confirmado o milagre, o candidato é proclamado beato na sua diocese

  • Outros milagres

O beato precisa ter mais um milagre reconhecido para se tornar santo. Outros feitos dele são investigados por peritos e teólogos

  • Canonização

O Papa é quem assina o decreto de canonização e marca uma cerimônia no Vaticano para a santificação

 

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