Economia e Negócios

Feira valoriza produção de alimentos orgânicos 

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Em Lages as feiras ocorrem no Parque Jonas Ramos, todas as terças-feiras Foto: Divulgação

A busca por produtos orgânicos está cada vez mais em alta no Brasil.  Segundo pesquisas, esta busca está  relacionada à preocupação com a saúde, com o meio ambiente e ao incentivo da produção local, além disso, nada melhor que consumir uma hortaliça fresquinha.

E é por meio das feiras que a maioria dos consumidores buscam estes produtos. Assim, em Lages, a Secretaria de Agricultura e a Epagri lançaram o projeto Feira da Agricultura Familiar Serrana, onde agricultores da região fazem o comércio de frutas, verduras e legumes direto ao consumidor. A venda ocorre todas as terças-feiras no Parque Jonas Ramos (Tanque), das 8h às 16h.

Com o objetivo de fomentar a agricultura familiar e beneficiar a população da cidade, aproximando o produtor do consumidor, a feira permite que o agricultor faça a venda direta, sem a necessidade de um atravessador (profissional que compra do agricultor e revende na cidade). 

A engenheira agrônoma da Secretaria da Agricultura, Josie Moraes Mota, explica que a ideia da feira já existe desde o ano passado e seria executada em março deste ano, mas devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o projeto foi adiado para maio.

Segundo Josie, a ação aproxima o produtor do consumidor. “Facilita a compra para o consumidor. Não necessitando que as pessoas se desloquem muito longe para comprar um produto saudável e de qualidade”, comenta. 

Em parceria com o cunhado, Pedro Carlos Souza, a agricultora de Urupema, Lucimar Souza, participa do projeto com mais quatro produtores da região.

“Eu moro em Lages, mas a produção e das minhas terras na Localidade de Marmeleiro em Urupema. O propósito de produzirmos orgânicos é visar a saúde da nossa família e da população”, comenta. 

Além da venda de orgânicos, Lucimar tem um projeto de uma agroindústria para processamento de sucos, vinagre de maçã orgânica, conservas, ovos caipira, queijo, dentre outros produtos.

“Estamos com projetos de produção de todos os tipos de verduras, como folhosos. Também estamos plantando um pomar com todos os tipos de frutas vermelhas”, diz. 

Segundo Lucimar, o preço dos produtos, além de ser acessível, garante qualidade. “Uma boa alimentação nos faz ter imunidade para combater todos os tipos de infecção. O corpo bem alimentado tem imunidade alcalina”, conclui. 

Para participar da Feira da agricultura familiar serrana, basta ir até a Secretaria da Agricultura (Rua Benjamin Constant, 13, no Centro em Lages), ou na Epagri (Rua João José Godinho, Morro do Posto) e deixar seu contato. 

Produtores da agricultura familiar podem participar desta feira. Os participantes prioritários são os agricultores de Lages. “Caso sejam poucos os interessados, abrimos para região da Amures. Se não tiver como colocar nesta feira do Parque Jonas Ramos, deixamos na espera para abrirmos feiras em outros lugares. Se colocar muita gente, os agricultores acabam não conseguindo vender  tudo que levam, o que gera desperdício”, conclui a engenheira agrônoma da Secretaria da Agricultura, Josie Moraes Mota. 

Produção triplica

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o número de produtores de alimentos livres de resíduos saltou de 5,9 mil em 2012 para mais de 17,7 mil em 2019, um crescimento de 200%. Já as unidades produtivas saltaram de 5,4 mil para mais de 22 mil, entre 2010 e 2018.

A pesquisa do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) apontou que 19% da população consomem alimentos orgânicos no país, um crescimento, ante 2017, quando o patamar estava em 17%.

Além disso, 35% dos entrevistados disseram ter consumido algum produto orgânico nos últimos seis meses. Foram consultadas 1.027 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

O maior índice de consumo de orgânicos é na região Sul (23%). O menor índice é no Norte (14%). Os produtos orgânicos mais consumidos são frutas – 25% dos que disseram consumir orgânicos -, verduras (24%), legumes (16%), tomate (15%) e hortaliças (8%). Em 2017, o produto orgânico mais consumido era a alface (33%).

Dos 19% que consomem orgânicos atualmente no país, 84% o fazem por preocupação com a saúde, 30% pelas características do produto, 9% por preocupação com o ambiente e 9% por curiosidade.

O local de consumo preferencial dos orgânicos é nas feiras (87%), seguido por supermercados (61%) e outros tipos de comércio (17%).

O reconhecimento de um alimento como orgânico se dá, majoritariamente, por informações na embalagem (71%). O selo orgânico é usado para identificar produtos do tipo por apenas 3% dos consumidores — em 2017, esse percentual era de 8%.

Ainda assim, metade dos entrevistados disse saber da existência do selo para certificar que um produto é orgânico e 90% afirmou saber que é obrigatório.

Dos entrevistados que compram produtos orgânicos, 65% disseram que não consomem em maior quantidade por causa do preço, 27% por dificuldade de encontrá-los e 6% por falta de costume. Ainda assim, 67% disseram estar dispostos ou muito dispostos a aumentar o consumo de orgânicos e 15% afirmaram estar pouco ou nada dispostos.

Fonte: Valor Econômico

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