Economia e Negócios

Empresas do setor tecnológico têm financiamento facilitado

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Empresas do setor tecnológico que atuam no Orion Parque, em Lages, poderão ser beneficiadas Foto: Núbia Garcia

Durante sua passagem por Lages em fevereiro, o governador Carlos Moisés da Silva formalizou a parceria do Estado com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) para a criação de um Fundo de Aval, uma espécie de fomento do setor de tecnologia no estado.

Na prática, este fomento significa a desburocratização para que empresas do setor, especialmente startups, possam ter acesso a financiamentos para incrementar ou iniciar seus negócios.

Por meio de recursos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) serão destinados R$ 50 milhões para financiamento de startups já instaladas e com projetos novos. Esta parceria com a Acate integra o Programa Promove Sul do BRDE lançado em fevereiro, em Florianópolis.

O programa destinará R$ 300 milhões para projetos e setores relevantes para a geração de emprego no estado – dentre eles o da tecnologia.

De acordo com a assessoria de imprensa do Governo do Estado, o foco dos investimentos foi definido em conjunto entre o governo e o BRDE. Além do setor de tecnologia, terão acesso ao crédito para microfinanças projetos de inovação, micro, pequenas e médias empresas, agronegócio, energia renovável e sustentável, indústria, comércio, entre outros empreendimentos em Santa Catarina.

O presidente da Acate, Daniel Leipnitz, avalia a iniciativa como inovadora e muito positiva, pois, por meio dela, será possível oferecer um modelo de financiamento pra empresas de tecnologia que auxiliará financeiramente muitas empresas no estado.

“Esses valores são operados pelo BRDE em linhas específicas para as empresas de tecnologia e essas linhas de crédito são diferentes, por exemplo, de linhas utilizadas para financiar uma indústria tradicional ou uma cooperativa agrícola, porque eles têm outras formas de garantias de financiamentos, como galpão e maquinário, coisas que as empresas de tecnologia não têm.

Esse modelo de financiamento é muito inovador, o BRDE realmente saiu da zona de conforto, foi pra rua entender a realidade das empresas de tecnologia, e conseguiu construir algo em que tive muito sucesso”, explica.

 

Startups serranas são beneficiadas

 

Em suma, por meio do Fundo de Aval o acesso ao crédito de micro, pequenas e médias empresas do setor tecnológico será facilitado. Empresas do segmento que atuam no Órion Parque, em Lages, e também na Serra Catarinense, poderão ser beneficiadas.

O diretor executivo do Instituto Órion, Claiton Camargo, explica que o Fundo de Aval é um fundo garantidor, que permitirá às empresas fazerem investimentos na linha de inovação.

“Por exemplo, se uma startup precisa de R$ 300 mil pra fazer o investimento inicial, montar maquinário, e coisas neste sentido, geralmente, quando vai buscar um financiamento, eles [bancos] pedem uma garantia. Ou seja, o pessoal tem que colocar algo em garantia, um patrimônio que o empreendedor ou os sócios tenham”.

Segundo ele, o Fundo de Aval eliminará a exigência de uma garantia, fator que dificultava o acesso ao crédito. “Então a pessoa pode se credenciar, vai participar dentro do edital, que ainda não foi lançado, e esse fundo garantidor vai permitir que o cara, ao invés de colocar os seus próprios bens [como garantia], use o recurso de garantia do fundo. E caso ele não consiga assumir quitar os compromissos, o fundo é usado para pagar a garantia”, completa.

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