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Emprego: Lages, Serra Catarinense e o Estado começam bem o ano

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O setor da construção civil é um dos que tiveram resultado positivo - Foto: Susana Küster

Um dos principais indicadores para se saber se a economia está bem é a geração de empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, os 18 municípios da Serra Catarinense geraram 1.878 novos postos de trabalho. Destes, 387 foram gerados em Lages que, em janeiro, havia fechado 28 postos de trabalho.

Na região, São Joaquim lidera com 762 postos de trabalho abertos nos dois primeiros meses do ano. Trata-se de uma questão sazonal, mas importante, é que a maioria desses trabalhadores foram contratados em função da safra da maçã e depois serão dispensados. Mas os números mostram que o movimento econômico gerado pela atividade é muito significativo.

Outros municípios também contrataram para a colheita, a exemplo de Bom Jardim da Serra, Urubici, Urupema e Bom Retiro. A região de São Joaquim é a maior produtora nacional do fruto e passa das 500 mil toneladas.

Em Lages, no mês de fevereiro, os setores de construção civil, agropecuária e indústria de transformação são os que tiveram os saldos mais positivos. O comércio e a área de serviços são os que tiveram os piores resultados.

O secretário de Desenvolvimento e Turismo de Lages, Mário Hoeller de Souza, avalia que a procura por emprego foi maior em janeiro do que no mês de fevereiro. “O que sempre pedimos é que as pessoas se qualifiquem porque as empresas querem isso. A Berneck, por exemplo, só quer contratar lageanos, então, precisamos estar preparados.”

O Banco do Emprego oferece vários cursos de qualificação, como na área da beleza, administração, supermercados, recepção, pet shop, entre outros. Outra oportunidade para melhorar o currículo é fazer a prova do Encceja, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, que ocorrerá em agosto.

Se a pessoa conseguir uma pontuação de 100, na prova que vale 180 pontos, consegue o certificado de conclusão do Ensino Médio. A secretaria incentiva as pessoas que procuram o órgão a fazer a prova.

“A Berneck só contrata pessoa com o Ensino Médio completo.” A expectativa é que, neste ano, a demanda de empregos aumente com o passar dos meses. “Isso é o que todos nós queremos. Com o supermercado Fort, teremos mais cerca de 200 vagas”.

Santa Catarina

Santa Catarina também foi muito bem na geração de empregos no mês de fevereiro. Números de Caged trazem em primeiro lugar São Paulo com 62.339 vagas, Minas Gerais 26.016, Santa Catarina 25.104, Rio Grande do Sul 22.463 e Paraná 18.254. Vale lembrar que nosso estado tem apenas 1% do território nacional. Outra observação pertinente é que a geração de empregos ficou concentrada no Sul e Sudeste.

Emprego X Desemprego

Segundo dados do IBGE, A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% no trimestre, que terminou em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Mas como explicar que em fevereiro o País registrou a abertura de 173.139 novos postos de trabalho com carteira assinada.

O saldo do mês é o sexto melhor da série histórica do cadastro desde 1992. Além disso, é o terceiro ano consecutivo de saldos positivos e crescentes após os anos de recessão, o que reflete a recuperação do contingente de empregos celetistas desde 2017.

Os dados não batem, porque a base de cálculo é diferente para cada item. O desemprego é calculado considerando-se o número de pessoas economicamente ativas no País, ou seja, pessoas em idade para trabalhar com carteira assinada. Pessoas que estavam no mercado de trabalho e passam a trabalhar por conta, mas sem registro da empresa, também engrossam esses dados. Continuam constando como desempregadas.  

Desta forma, o desemprego cresce mesmo o País batendo recorde de geração de emprego. É uma relação influenciada até pela taxa de natalidade de 16 anos atrás, jovens que agora precisam ou estão em idade para trabalhar.

Já o Caged avalia o saldo entre demissões e admissões. Em fevereiro, o estoque de empregos alcançou 38,6 milhões de postos de trabalho formais, um aumento de 0,45% em relação ao mês anterior. O saldo do mês é mais que o dobro do registrado em fevereiro de 2018, quando foram gerados 61.188 postos.

Variação do emprego em Lages

SETORES TOTAL DE ADMISSÃO TOTAL DE DEMISSÃO SALDO VARIAÇÃO EM %
EXTRATIVA MINERAL 3 3 0 0,00
INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO 448 321 127 1,33
SERVIÇOS E INDÚSTRIA DE UTILIDADE PÚBLICA 12 9 3 0,81
CONSTRUÇÃO CIVIL 130 95 35 2,12
COMÉRCIO 506 456 50 0,51
SERVIÇOS 753 594 159 0,97
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 0 0 0 0,00
AGROPECUÁRIA 169 128 41 2,34
TOTAL 2.021 1.606 415 1,05

Base: Fevereiro de 2019

Fonte: Caged

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