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Denúncia é que condomínio está sendo controlado por bandidos

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Audiência pública aconteceu numa sala do Condomínio Pedro Filomeno no Bairro Promorar - Foto: Divulgação

A situação está tão grave no condomínio Pedro Filomeno, no Bairro Promorar, que a audiência pública para discutir a segurança dos moradores foi feita com escolta policial.

Mesmo assim, contou com boa representatividade. A principal denúncia, que motivou a audiência, é que criminosos que moram no local estão impondo um clima de terror e os moradores temem por suas vidas e bens. 

São situações e ações que lembram os grandes centros. Estão praticando até uma espécie de pedágio ilegal. Houve relato que um rapaz chegou no condomínio e tinha, no bolso, o salário do mês. Foi obrigado a entregar o dinheiro aos marginais.

Outro episódio lembrado durante a audiência deixou muitos apavorados. A mãe de uma deficiente levou-a ao médico e, ao voltar, não havia mais nem porta na sua casa. Além da porta, levaram tudo o que tinha na casa. Há também morador que se tranca no quarto,  porque se os bandidos entrarem levam o que tem nos outros cômodos. 

O encontro promovido pelo vereador Bruno Hartmann (PSDB) aconteceu na noite desta quarta-feira (11) numa das salas do condomínio. Contou com a presença de representantes da forças policiais e metade dos 16 vereadores eleitos.

Houve vereador que pediu para cancelar o encontro, tamanho o temor de ir ao local, conforme conta o propositor da audiência. “Tem morador que deixou a casa e saiu com a roupa do corpo, outros deixaram o local sem ter para onde ir. No condomínio há muitos idosos e crianças que sofrem com as ações dos criminosos. Isso não pode continuar, algo tem que ser feito”, argumenta Hartmann. “Tem casa que está oca, nem porta e janelas tem mais, muito menos móveis e utensílios. Levaram tudo”, acrescenta.

Soluções foram levantadas durante a audiência, mas paliativas pois, efetivamente não resolvem o problema. É o caso da sugestão para a montagem de um Posto da Polícia Militar no entorno do condomínio. Rondas ostensivas, ao menos de duas em duas horas, e também cadastrar os moradores no programa da PM Rede de Vizinhos.

Promotoria vai entrar no caso

O coordenador administrativo das Promotorias de Justiça de Lages, Luis Suzin Marini Júnior, disse que as promotorias estão à disposição para adoção de medidas que o caso requer, independentemente do meio pelo qual chegarem as denúncias da população.

“Quanto mais informações chegarem até nós, melhor para que possamos adotar as medidas prioritárias e mais urgentes e, assim, buscarmos a responsabilização de quem está praticando esses crimes”,  explica. “Temos o poder e o dever de atender as situações de prejuízo à segurança da coletividade”.   

Minha Casa Minha Vida

O condomínio Pedro Filomeno foi entregue em 2016 e possui 300 casas. Nele moram pessoas que financiaram as moradias por atenderem o perfil do Programa do Governo Federal “Minha Casa MInha Vida”.

Nesta gestão, segundo a diretora de desenvolvimento administrativo habitacional, Anarita Locatelli, em 2017 foram reintegradas 17 casas pela Caixa Econômica Federal. O banco é o responsável em executar o processo destinando os imóveis, já a Secretaria da Habitação apenas repassa a demanda.

Ainda segundo Anarita, a Secretaria de Habitação tem consciência que existem irregularidades no condomínio como venda, troca, abandono, invasão e até aluguel das casas. Porém não tem o levantamento de quantas casas estão vazias.

Sobre o critério de pré-seleção das famílias, disse que é feito também pela Caixa Econômica Federal que por fim analisa e concede o financiamento. “Por essa razão essas pessoas que estão praticando crimes podem nem ter feito cadastro, podem ser invasoras”, pondera. 

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