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Cuidado com animais peçonhentos deve ser redobrado

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Foto: Núbia Garcia

Durante o verão, os atendimentos a pessoas picadas por animais peçonhentos aumentam consideravelmente, pois o calor deixa esses animais agitados, o que coloca a população, de certa forma, em risco. Um levantamento da Vigilância Epidemiológica de Lages aponta que, entre janeiro e outubro de 2019, foram atendidos 107 pacientes picados por algum animal peçonhento, sendo que mais de 80 casos aconteceram no primeiro quadrimestre do ano.

Na Serra Catarinense, as picadas mais comuns são de aranha, escorpião e serpente (jararaca), além de lagarta da espécie Lonomia. No ano de 2018 (último com estatísticas fechadas), em toda a região, foram atendidas 236 pessoas picadas por aranhas, escorpiões, lagartas e serpentes.

Devido ao alto número de notificações por acidentes causados por animais peçonhentos no país, o Ministério da Saúde incluiu este tipo de atendimento na Lista de Notificação Compulsória do Brasil, ou seja, todos os casos devem ser notificados ao Governo Federal imediatamente após a confirmação. A medida ajuda a traçar estratégias e ações para prevenir esse tipo de acidente.

A secretária da Saúde de Lages, Odila Waldrich, ressalta que as picadas mais recorrentes e que necessitam de maior atenção dos órgãos de saúde no município são as de aranha marrom, jararaca e escorpião. “A lagarta, que as pessoas têm muito medo, é a Lonomia, mas essa não tem muitas por aqui. As pessoas se apavoram e acham que qualquer bicho-cabeludo é a Lonomia, mas não é, por isso, a gente não se preocupa tanto com essa picada.”

Procurar ajuda

Odila orienta que, quando alguém for picado por um animal peçonhento deve procurar atendimento médico imediatamente. Além disso, sempre que possível, deve-se levar o animal (inteiro ou fragmentado) ou até mesmo uma foto dele, para que os profissionais da Saúde possam identificar a espécie e administrar a medicação correta.

“A gente sempre orienta para que o paciente leve o animal, nem que seja só uma parte do bicho, porque, às vezes, as pessoas tentam matar e dividem o bicho no meio. Não faz mal, leve os pedaços que o nosso biólogo do Zoonozes [Centro de Controle de Zoonozes] identifica e isso é importante para saber como deve proceder com o paciente”, explica, ressaltando que é extremamente importante identificar o animal, pois os procedimentos são diferentes para cada picada.

Prevenção

A limpeza é a principal forma de evitar a proliferação de animais peçonhentos. Em casa, por exemplo, é preciso limpar atrás dos quadros, as vistas das janelas e os rodapés, que é onde as aranhas marrom costumam se alojar. Já o escorpião fica em amontoados de pedras, de madeiras podres, folhas de árvores secas e acumuladas. Para evitar o surgimento de jararacas, é preciso manter a grama bem aparada e sem entulho.

“A higiene bem-feita e completa é muito importante para evitar a proliferação desses animais. O bicho não vai aparecer em lugares limpos, porque gosta de se esconder, principalmente em meio à bagunça e à sujeira”, completa Odila.

Pacientes atendidos na Serra em 2018

Aranhas 149

Escorpiões 52

Serpentes 22

Lagartas 13

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