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Cuidado ao participar de promoções em redes sociais

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Recomendação básica do Procon é evitar promoções em redes sociais para não ser vítima de golpes - Foto: Bega Godóy

Você já deve ter recebido mensagens de promoções via aplicativo do WhatsApp e ficado tentado a participar. A possibilidade de conseguir uma amostra de um produto faz com que abra o link, muitas vezes sem pensar.

É essa atitude que os hackers estão esperando para  roubar seus dados. Exemplo disso, é a campanha desenvolvida pelo O Boticário. Com base nela, criminosos criaram um site fake, onde afirmam que a empresa está dando perfumes em comemoração ao aniversário da pessoa que participar.

A reportagem do Correio Lageano falou com a empresa (O Boticário). A orientação repassada por ela é que o internauta observe bem os detalhes do site oficial. Mesmo sendo difícil, é uma forma de observar algo suspeito quando se acessa um site falso, chamado de fake. 

Aconselha-se entrar no site oficial e descobrir quais promoções estão em andamento e por qual período serão desenvolvidas. A empresa indica desconfiar sempre, por exemplo se há a exigência de compartilhamento. No máximo, o Boticário pede o compartilhamento com cinco pessoas e nunca dez, como é exigido em sites fakes. 

Em nota, a direção da empresa salienta que não se responsabiliza por site falsos e tampouco pelos danos causados aos internautas. Diz ainda que se o usuário/cliente avisar o Boticário, a empresa tem condições de bloqueá-lo evitando que outras vítimas sejam prejudicadas.

O que diz o Procon

O executivo do Procon de Lages, Julio Borba tem conhecimento deste golpe e alerta aos consumidores que a proximidade da Black Friday e Natal favorecem a ação dos cibercriminosos (criminosos que atuam na internet). Também salientou que um novo golpe está na praça: site de leilão falso.

De acordo com o executivo, o golpe já fez uma vítima em Lages, que entrou com reclamação no órgão na semana passada. “Uma consumidora entrou num site de leilões de veículos de São Paulo, escolheu um automóvel e fez o depósito de R$ 23 mil. Não recebeu o veículo e descobriu que o site era falso”, explica.

Quanto ao golpe, que usa indevidamente o nome da empresa de cosméticos, Borba adianta que os criminosos se utilizam das redes sociais para tentar obter dados dos consumidores. “O site aparenta ser verdadeiro e diz que a marca está doando produtos de sua linha de perfumaria e maquiagem e tem um nível de sofisticação bastante grande”, assegura. 

O golpe normalmente começa com uma mensagem no whatsapp que você recebe de um conhecido, no qual para participar tem que abrir um link para ver a promoção. Depois solicita nome completo, endereço e CPF e, ao final, pede para compartilhar esse link com algumas pessoas de sua lista de contatos. 

De  acordo com Borba, é um golpe diferenciado e muito sofisticado, além da checagem do CPF, o criminoso cadastra muitas lojas verdadeiras do Boticário para que o usuário possa escolher na qual delas deseja retirar o produto. A aparência de veracidade é grande. 

“O Procon orienta evitar participar das promoçõe em redes sociais. Se realmente quiser, entre no site da loja e na linha do cursor verifique se existe o cadeado fechado. No site original normalmente é assim, e ali vai saber das promoções existentes. É uma recomendação básica do Procon, evite promoções em redes sociais para não cair em golpes”. Julio afirma que a empresa que tiver seu site clonado, copiado, falsificado não têm responsabilidade alguma sobre os prejuízos causados aos clientes.  

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